VII PARTE – NOSSOS SANTOS PATRONOS

 

VII PARTE – NOSSOS SANTOS PATRONOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VII.1- OS ARCANJOS SÃO MIGUEL, SÃO GABRIEL E SÃO RAFAEL.

 

Miguel (Quem como Deus?) é o Arcanjo que se insurgiu contra satanás e os seus seguidores ( Jd 9; Ap 12,7; cf. Zc 13, 1-2), defensor dos amigos de Deus ( Dn 10, 12.21), protetor de seu povo ( Dn 12,1), Príncipe dos exércitos celestes.

Gabriel ( Força de Deus) é um dos espíritos que estão diante de Deus ( Lc 1,19), revela a Daniel os segredos do plano de Deus ( Dn 8,16; 9,21-22), anuncia a Zacarias o nascimento de João Batista ( Lc 1, 11-20) e a Maria, o de Jesus ( Lc 26-38).

Rafael ( Deus curou), ele também entre os sete Anjos que estão diante do trono de Deus ( Tb 12,15; cf Ap 8,2), acompanha e protege Tobias nas peripécias de sua viagem e cura-lhe o pai cego.

A Igreja peregrina sobre a terra, especialmente na Liturgia Eucarística, associa-se às multidões dos Anjos que na Jerusalém celeste cantam a glória de Deus ( cf.  Ap 5,11-14; SC 8). Sua Festa é celebrada no dia 29 de setembro. No dia 2 de outubro celebra-se a Memória dos Santos Anjos da Guarda. A devoção aos Santos Arcanjos e Anjos, arraigada em nossa Família Religiosa desde os primeiros momentos da Fundação, recorda-nos a presença de Deus e o nosso dever de associar-nos à Liturgia celeste, onde estes nossos “Irmãos e Amigos”servem a Santíssima Trindade e louvam a Deus por nós, tão mergulhados nas lutas e preocupações desta terra de peregrinos. Eles nos protegem contra as tentações do maligno e nos perigos de nossa caminhada rumo à Pátria celeste.

 

VII.1.1- Oração da Missa: Senhor, Deus do Universo, que estabelecestes com admirável providência as funções dos Anjos e dos homens, concedei propício, que as nossas vidas sejam protegidas por São Miguel, São Gabriel e São Rafael e pelos demais Arcanjos e Anjos que vos assistem e servem nos céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.2- SÃO FRANCISCO DE SALES, PATRONO DOS BISPOS

 

Quando veio ao mundo no dia 21 de agosto de 1567, no castelo de Thorens, na Savoia, seu pai já o imaginava como futuro advogado, cheio de glória e de prestígio. A mãe o educou para o sentido cristão da vida, à oração e ao amor aos pobres. Não longe estava Genebra, calvinista e separada da Igreja. Francisco cresceu fidelíssimo ao Papa e à Igreja Católica. Com dez anos, recebeu a Primeira Comunhão e a Crisma. Aos onze anos de idade, desiludindo as esperanças do pai, quis receber a tonsura, como alguém que se preparava ao sacerdócio. Quando completou quinze anos, foi estudar em Paris, no Liceu Clermont, dirigido pelos jesuítas. Ali recebeu uma educação humanista excepcional, mas Cristo o atraía mais que as letras. Seu relacionamento com Ele se fez intenso e luminoso, como o demonstrava seu estilo de vida entre os companheiros que o viam aproximar-se dos Sacramentos da Confissão e da Comunhão todo domingo. Em 1588, seu pai o mandou à Pádua para estudar Direito na Universidade. Juntamente com o Direito, estudou o hebraico, a S. Escritura, a teologia e os Padres da Igreja e distinguia-se pela nobreza e pureza de vida. Era já um amigo íntimo de Cristo! Dentro de três anos, doutorou-se em Direito civil e canônico e consagrou-se à Nossa Senhora. Antes de voltar à pátria, fez uma peregrinação a Loreto e, em seguida, à Roma, visitando os túmulos de São Pedro e São Paulo. Tinha apenas 25 anos quando começou a fazer parte do Senado dos Juízes de Chambery, deixando o seu pai orgulhosíssimo com isto. No entanto, Francisco disse ao pai: -“Vou fazer-me padre!” O Bispo de Genebra já o admirava pela sua preparação teológica e espiritual. Pediu que ele se preparasse por três meses e, no dia 18 de dezembro de 1693 o ordenou Sacerdote, na Sé de Annecy, onde residia, pois Genebra era dominada pelos calvinistas. Imediatamente, Francisco se lançou ao apostolado mais genuinamente sacerdotal: a pregação, as confissões, as visitas aos enfermos, a catequese. Pregava para converter ou para aproximar os irmãos de Cristo, não para exibir sua cultura, mesmo sendo considerado por todos como um homem de profunda cultura. Quem o escutava, se sentia movido a mudar de vida. Logo haveria de converter multidões, principalmente da região de Chablais, ocupada pelos calvinistas. Enfrentando o frio rigoroso e as ameaças e atentados a sua vida por parte de fanáticos calvinistas, nunca desistiu de levar em frente a sua missão. Precursor dos jornalistas e publicitários, preparava panfletos nos quais expunha a doutrina católica e, alta noite, colocava-os às portas das casas. Dava respostas aos erros, esclarecia as dúvidas, em tom seguro, mas sempre conciliador. Começou a cativar a todos, pois viam que ele era movido de um imenso amor a Cristo e que ele se fazia tudo para todos. Depois de sete meses de trabalho, a liderança dos adversários começou a ceder e vieram as conversões. Todos os que o conheceram de perto, viram que ele era um verdadeiro padre: toda manhã celebrava a Santa Missa, como se fosse a primeira e a última; duas vezes por semana se confessava; todo dia fazia uma hora de meditação e com inigualável piedade recitava fielmente o Ofício divino ( Liturgia das Horas). Entenderam: o seu segredo era só Jesus-Amor, que o impelia a fazer-se um com Ele, a semear a verdade e o amor. Sua fama foi para Turim, à Roma, a Paris. No Chablais refloresceu a Igreja Católica. Fazendo um relatório ao Papa, Francisco teve que afirmar, não obstante a sua humildade, que vinte e cinco mil pessoas haviam voltado ao catolicismo. Em 1599, o Papa Clemente VIII o chamou à Roma para ouvi-lo pessoalmente. Quando Francisco terminou de falar, o Papa se levantou para abraçar o jovem apóstolo de 32 anos. Apenas chegado a Annecy, o velho Pastor, com a autorização do Santo Padre, consagrou-o Bispo, seu auxiliar com direito à sucessão. Continuou a sua missão, com mais ardor ainda. Em  1602 foi feito Bispo de Genebra, sempre com sede em Annecy, com a morte do Bispo Mons. De Grenier. Era um modesto Bispo da Savoia, mas, que Bispo! Por vinte anos exerceu uma forte influência sobre toda a Igreja, tornando-se a Diocese de Genebra um modelo de ação pastoral de catequese dos jovens, das crianças e adultos, de instauração de mosteiros contemplativos e de Famílias Religiosas. Ele mesmo, em 1604, encontrou em Dijon uma jovem viúva, Joana Francisca de Chantal. Com ela, em 1610 deu vida à obra-prima de amor, que é a “Visitação”, Congregação Religiosa que deveria levar o amor de Deus às famílias, como Maria Santíssima à Santa Isabel. Porém, a idéia era um pouco arrojada para a época e, assim, achou melhor que essas Religiosas fossem consagradas à oração e à contemplação.

Sacerdote e Bispo, Francisco era guia de almas, um guia exigente e dulcíssimo: com os colóquios, com a confissão, com milhares de cartas. Havia uma idéia a animá-lo: Deus chama a todos, em Cristo, a serem santos, não só monges e padres, mas também homens e mulheres no matrimônio, no trabalho comum, em qualquer condição de vida. E a santidade é apenas amor, amor fiel, na simplicidade e alegria, ao Amor Infinito de Deus, revelado em Cristo, Sacerdote e Vítima, em Seu Coração de carne. Isto o ensinava nas pregações e o escreveu em suas obras, das quais recordamos as duas mais conhecidas:  “A Introdução à Vida Devota” ( A Filotéia)  e o “Tratado do Amor de Deus” ( Teótimo).

Tendo ido a Lião, já com a saúde minada pelas fadigas apostólicas, faleceu com apenas 55 anos de idade, aos 28 de dezembro de 1622. Em 1665, o Papa Alexandre VII o inscreveu entre os Santos e, em 1877, o Beato Pio IX o proclamou Doutor da Igreja, ele que, ainda com 22 anos, em Pádua, escrevera o seu programa de vida: -“À imitação do discípulo predileto, estarei sempre reclinado sobre o peito e no Coração cheio de amor, do nosso amantíssimo Salvador”. 

Sua memória é celebrada no dia 24 de janeiro.

 

VII.2.1- Oração da Santa Missa: Ó Deus, para a salvação da humanidade, quisestes que São Francisco de Sales se fizesse tudo para todos; concedei que, a seu exemplo, manifestemos sempre a mansidão do vosso amor no serviço a nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.2.2- Oração pelos Bispos- Ó Deus, que na vossa infinita misericórdia e amor pelos homens, dotastes o coração do Bispo São Francisco de Sales de amor e mansidão extraordinários, para a conquista de tantas ovelhas ao vosso rebanho, concedei aos nossos Bispos as mesmas graças, a fim de que possam ter todo o sucesso em seu ministério de Sucessores dos Apóstolos. Por Jesus Cristo, Sacerdote Eterno, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.3- SÃO JOÃO BATISTA MARIA VIANNEY, PATRONO DOS PÁROCOS.

 

Nasceu em Lião, na França, em 1786,filho de pobres camponeses que lhe incutiram na alma grandes virtudes cristãs. Desde pequeno, cultivava o desejo de ser Sacerdote: “- Ser padre, para ganhar muitas almas para Deus.” ( Este era o seu lema).

Devido à Revolução Francesa, que dividiu a Igreja de seu país em duas- de um lado, os padres juramentados e do outro, os padres refratários – os Vianney, como tantas outras famílias da França, foram obrigados à clandestinidade. Mesmo nessa condição, João Maria Vianney procurou dar formação cristã a seus filhos, especialmente ao pequeno João Batista Maria Vianney. Quando chegou à idade madura, teve que servir ao exército, mas, porque a sua vocação sacerdotal lhe falava mais forte, deixou as fileiras da pátria, para estudar latim e outras matérias, às escondidas, sob a orientação do seu pároco. Findo o período do Terror, pôde finalmente ingressar no Seminário, mas teve que enfrentar inúmeras dificuldades nos estudos de Filosofia e Teologia. Os Superiores, vendo a sua piedade e esforço, admitiram-no aos Sacerdócio e, após três anos da Ordenação, foi-lhe confiada a aldeia de Ars, lugarejo perdido entre os Pirineus, gente habituada aos bailes, às bebidas e sem religião. João Batista Maria Vianney, animado de grande desejo de ser um verdadeiro pastor, de caráter bondoso e simples, humilde e sincero, com extraordinária capacidade ao sacrifício e à penitência, com jejuns e orações contínuos, converteu primeiro a sua paróquia, transformando-a em comunidade exemplar por um período de quarenta anos. Sua pregação convertia e fortalecia a fé e a vida cristã. Possuía grande devoção à Maria Santíssima e, acima de tudo, à Sagrada Eucaristia. Logo, a sua fama começou a percorrer a França e os países vizinhos e, à hora do Catecismo, após o almoço, a igreja estava sempre lotada. O Cura d’Ars foi o Santo do Confessionário e, à medida que os anos passavam, dava sempre menos tempo ao descanso noturno, chegando ao ponto de dormir no máximo uma hora por noite, pois a fila da Confissão era sempre enorme. Enfraquecido por tantas penitências e pelo zelo sacerdotal, faleceu a 4 de agosto de 1859. Pio XI o canonizou em 1925 e, em 1929 foi proclamado Padroeiro dos Sacerdotes, principalmente dos Párocos.O Cura d’Ars foi essencialmente Sacerdote, isto é, “Mediador entre Deus e o homem pecador”, como ele mesmo se dizia.

Sua Memória litúrgica é no dia 4 de agosto, o seu “dies natalis” (dia de seu nascimento para a glória).

 

VII.3.1- Oração da Missa: Deus de poder e misericórdia, que tornastes São João Maria Vianney um pároco admirável por sua solicitude pastoral, daí-nos, por sua intercessão e exemplo, conquistar no amor de Cristo os irmãos e irmãs para vós e alcançar com eles a glória eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.3.2- Oração pelos Sacerdotes: Ó glorioso São João Maria Vianney, modelo do Sacerdote e do Pároco, alcançai para os nossos Sacerdotes o ardor pastoral, o espírito de renúncia e de sacrifício, o amor crescente a Deus, à Igreja e às almas, a fim de que, com zelo, alegria e entusiasmo, sejam fiéis ao seu Ministério. Possam eles imitar-vos na dedicação aos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, bem como à pregação da Palavra de Deus. Tenham, como vós, um terno e filial amor à Virgem Santíssima e, assim, possam perseverar no caminho do empenho pela santidade. Amém.

 

VII.4- SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS E DA SAGRADA FACE, PADROEIRA DAS MISSÕES.

Maria Francisca Teresa Martin nasceu em Alençon, na Normandia ( norte da França), a 2 de janeiro de 1873, última filha do piedoso casal Luis Martin e Zélia Guerin. Seus pais, na juventude, quiseram consagrar-se a Deus, na vida Religiosa, mas a vontade divina se manifestou de outro modo: casaram-se e, deste matrimônio, foram pais de cinco Religiosas, entre elas, Maria Francisca Teresa, a nossa amada Santa Teresinha, “a maior Santa dos tempos modernos”, como a chamou S. Pio X.

Dois dias após o nascimento, isto é, 4 de janeiro de 1873, a menina foi batizada na igreja de Nossa Senhora. Com apenas três anos de idade, já começou com a idéia de não recusar coisa alguma que o Bom Deus lhe pedisse. Em 1877 ( Teresa estava com apenas quatro anos de vida), morre a sua mãe, Zélia Guérin, e seu pai leva a família a Lisieux, para a casa do Tio Guérin e a família se instala nos Buissonets (16/11/1877); em 1881, Teresa é matriculada como semi-interna na Abadia das Beneditinas. Em 1883, sente-se milagrosamente curada, diante da imagem da Virgem Santíssima que lhe sorrira, de um terrível mal de que fora levada às portas da morte. No ano seguinte, no dia 8 de maio, recebeu Jesus pela primeira vez e, a 14 de junho, foi crismada pelo Bispo de Bayeux, Mons. Hugonin. No dia 29 de maio de 1887, Solenidade de Pentecostes, pede ao pai a licença de entrar no Carmelo, aos quinze anos de idade. No dia 4 de novembro do mesmo ano, vai com o pai e a sua irmã Celina, em peregrinação à Roma, passando por Milão, Veneza e Loreto, tendo a graça de participar de uma audiência com o Papa Leão XIII (20/11), a quem pediu a permissão de entrar no Carmelo com quinze anos. O Papa mostrou-se condescendente ao pedido, mas recomendou-lhe que se dirigisse ao Bispo de Bayeux, Mons. Hugonin que, a 28 de dezembro, deu uma resposta favorável. No dia 1 de janeiro de 1888, a resposta de Don Hugonin é transmitida à Teresa. Esta, a 9 de abril de 1888, deixa o convívio do pai e entra no Carmelo de Lisieux. Começa, para Teresa, a nova e tão desejada vida no Carmelo de Lisieux: de 9 de abril de 1888 a 10 de janeiro de 1889 faz o Postulantado, trabalhando na rouparia. De junho a outubro de 1888, toma conhecimento da triste doença mental que progredia em seu pai, realizando-se aquela visão que tivera por duas vezes na infância. No dia 10 de janeiro de 1889, recebe o Hábito e começa a trabalhar no refeitório da comunidade. No dia 12 de fevereiro, seu pai é internado no hospital de Caen. No dia 8 de setembro de 1890, Teresa faz a Profissão Religiosa e no dia 24 do mesmo mês, recebe o véu, sem a presença de seu pai. Em 1892, no dia 12 de maio, o Sr. Martin, tendo retornado a Lisieux, visita pela última vez Teresa e, no dia 29 de julho de 1894 falece no castelo de La Musse; nesse mesmo ano Teresa, ficando junto ao Noviciado, recebe de Madre Inês de Jesus ( sua irmã), a ordem de escrever as reminiscências de sua infância e, por todo o ano de 1895 redige o Manuscrito A; compõe, também, em 26 de fevereiro a belíssima poesia “Viver de Amor”. No dia 21 de março, Teresa é confirmada no cargo de Mestra-auxiliar do Noviciado. Na noite de 2 para 3 de abril de 1896 ( Quinta-Feira Santa), tem a primeira hemoptise na cela. No dia 5 de abril ( Páscoa), começa para ela a “noite da fé”, que a acompanhará até à morte. No dia 8 de setembro, está elaborando o Manuscrito B ( a Jesus). Em 1897, no começo de abril, adoece gravemente. No dia 8 de julho é levada à enfermaria e voltam as hemoptises, até 5 de agosto. No dia 30 de julho, recebe a Unção dos Enfermos e faz a sua última Comunhão a 19 de agosto . Na quinta-feira, 30 de setembro, às 19,20 horas, Teresa entra na eternidade, após uma agonia de dois dias. Olhando para o seu crucifixo, disse: “- Oh! Eu o amo!... Meu Deus... eu vos amo!” Imediatamente, após pronunciar estas palavras, caiu docemente para trás, a cabeça inclinada à direita. No dia 4 de outubro o seu corpo é levado ao cemitério de Lisieux.

Fato interessante na vida de Santa Teresinha, é que ela passou como um meteoro por este vale de lágrimas, parecendo adivinhar que não viveria por muito tempo nesta terra. Teve pressa! Pressa em entrar no Carmelo, pressa em atingir a mais alta perfeição, pressa para ensinar-nos o seu “Pequeno Caminho”, do total abandono nas mãos divinas e de fazer “grandemente as pequenas coisas”, pressa em entregar-se ao Amor e em oferecer todos os seus sofrimentos pelos missionários e pela salvação das almas. De Sua parte, Deus também teve pressa em glorificá-la: no dia 7 de março de 1898, Dom Hugonin, Bispo de Bayeux, permite a impressão de “L’Histoire d’une Ame”; no dia 30 de setembro do mesmo ano, esgota-se rapidamente a Primeira edição, de 2.000 exemplares dessa auto-biografia e, em outubro de 1899, esgotou-se a segunda edição ( tiragem de 4.000 exemplares). De 1899 a 1902, começam os peregrinos a rezar junto a sua sepultura e operam-se as primeiras curas e graças. No dia 6 de setembro de 1910, realiza-se no cemitério de Lisieux a exumação dos restos mortais da Irmã Teresa, com a trasladação para o novo sepulcro. Em 1921, a 14 de agosto, o Papa Bento XV promulga o Decreto sobre a heroicidade das virtudes da Venerável Serva de Deus e profere uma alocução sobre a “Infância Espiritual”. No dia 29 de abril de 1923, o Papa Pio XI Beatifica a Irmã Teresa do Menino Jesus, chamando-a de “Estrela do seu Pontificado”. A 17 de maio de 1925, realiza-se a Solene Canonização na Basílica de São Pedro. Pio XI faz comovente homilia, em presença de 60.000 pessoas. À noite, na Praça de São Pedro, estão presentes cerca de 500.000 peregrinos. Em janeiro de 1927 foi feita a publicação de “Novíssima Verba”( Últimos Colóquios); a 13 de junho, a Festa de Santa Teresinha foi estendida para a Igreja Universal. A 14 de dezembro, Pio XI proclama Santa Teresa do Menino Jesus, juntamente com São Francisco Xavier, Patrona Principal de todos os missionários e das missões existentes em todo o mundo. Em 1944, a 3 de maio, Pio XII nomeia Santa Teresinha Padroeira Secundária da França, junto com Santa Joana D’Arc. Reconhecendo a sublime doutrina de seus escritos, o Papa João Paulo II proclamou-a Doutora da Igreja, a 19 de outubro de 1997. A Basílica de Santa Teresinha, continua sendo um dos Santuários mais procurados por peregrinos do mundo inteiro, porque a grande santa atrai a todos pelo seu testemunho de vida, pelo seu “pequeno caminho”e porque continua cumprindo a promessa que fez, antes de partir para Deus: “Sinto que a minha missão vai começar. Minha missão de fazer com que Deus Nosso Senhor seja amado como eu o amo, de dar a minha trilhazinha às almas. Se Nosso Senhor atender os meus desejos, o meu Céu passar-se-á na terra, até o fim do mundo. Sim, eu quero passar o meu céu fazendo o bem sobre a terra”(17 de julho de 1897- “História de uma Alma”, Epílogo).

A Festa de Santa Teresinha é celebrada no dia 1. de outubro e, por isso, o mês de outubro é dedicado às Missões. Nós a temos no número de nossos Patronos Principais, não apenas pelo seu “pequeno caminho” da santidade, ao qual o Oblato de Cristo Sacerdote deve se afigurar, na simplicidade, alegria, inocência de vida e amor nas pequeninas coisas, mas também pela dimensão missionária da Congregação.

   

VII.4.1- Oração à Santa Teresinha do Menino Jesus:

Ó Santa Teresinha do Menino Jesus, branca e mimosa flor de Jesus e de Maria, que embalsamais o Carmelo e o mundo inteiro com o vosso suave perfume, atraí-nos, e convosco correremos em seguimento de Jesus, nosso Deus e único Bem, no caminho da renúncia, do amor e do abandono nas mãos divinas. Ó Santa Teresinha, fazei-nos simples, humildes e confiantes para com o nosso Pai do Céu. Ah! Não permitais que o ofendamos pelo pecado, que o contristemos pela desconfiança! Assisti-nos em todos os nossos perigos e necessidades; socorrei-nos em todas as aflições; alcançai-nos todas as graças espirituais e temporais, particularmente as que hoje vos pedimos; valei-nos na vida e na morte. Ó Santa Teresinha, lembrai-vos que prometestes passar o vosso céu fazendo o bem sobre a terra, sem descanso até ver completo o número dos eleitos. Ah! Cumpri em nós vossa promessa! Sede nosso anjo protetor na travessia desta vida e não descanseis até que nos vejais no Céu, cantando ao vosso lado eternamente as ternuras do amor misericordioso do Coração Sacerdotal de Jesus. Amém

Santa Teresinha do Menino Jesus, Padroeira das Missões,

Rogai por nós!

 

VII.4.2- Novena “das rosas”, em honra de Santa Teresinha:

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos agradeço por todos os favores e todas as graças, com que cumulastes a alma da vossa serva, Santa Teresinha do Menino Jesus, nos vinte e quatro anos que passou na terra, e pelos méritos de tão querida Santa, concedei-me a graça que ardentemente vos suplico, se for para a vossa maior glória e salvação de minha alma ( pede-se a graça ).

Em seguida, diz-se 24 Glórias, com a Jaculatória:  “Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!”

 

VII.5- SÃO JOSÉ MOSCATI, O MÉDICO SANTO.

 

No dia 25 de julho de 1880, nascia em Benevento, sul da Itália, José Moscati, filho do magistrado Francisco Moscati e de Rosa de Luca, dos Marqueses de Rosseto, família profundamente piedosa.

Por força do cargo paterno, a família teve que se transferir para Nápoles, onde o jovem José fez os estudos médios no Liceu Vittorio Emanuele, e os cursos superiores universitários na Faculdade de Medicina de Nápoles, a partir de 1897, com a idade de 17 anos. Nesta ocasião, fez um voto particular de castidade perpétua, declarando que desejava seguir a carreira de médico, para nela dar glória a Deus e salvar almas, pois queria servir a Cristo na pessoa dos enfermos.

Depois de um curso brilhantíssimo, laureando-se em medicina com sumo louvor, a 4 de agosto de 1904, foi logo nomeado assistente extraordinário dos Hospitais Reunidos de Nápoles e, pouco depois, Chefe de Clínica do Hospital dos Incuráveis. Em 1911 foi efetivado na chefia dos Hospitais Reunidos. Ao mesmo tempo, o jovem médico foi constituído Professor Ordinário na Universidade de Nápoles, nos campos de Investigações de Laboratório aplicadas à Química e de Química aplicada à Medicina ou Química Médica, em 1919; Era ainda Professor de Química Fisiológica. Ademais, foi nomeado Livre Docente de Química Médica Geral em Nápoles, em 1922. Participou, como representante do Governo Italiano, de Congressos Médicos em Budapeste (1911), em Edimburgo (1923). Distinguiu-se sempre por seus estudos, pesquisas e publicações médicas de alto nível.

Durante todo esse tempo, Moscati se celebrizou pelo seu heroísmo: em 1906, quando, da erupção do Vesúvio, salvou dos escombros os velhinhos albergados no Hospital de Torre del Greco; e, em 1911, assistindo os atingidos pelo cholera morbus, indo a lugares os mais perigosos e difíceis.

Dotado de um extraordinário “olho clínico”, diagnosticava instantânea e acertadamente até os casos mais complicados, especialmente ao atender enfermos pobres. Recusava, com freqüência, seus honorários e fazia sempre o possível para que o tratamento dos enfermos lhes ficasse, financeiramente, o mais leve possível. Na sua caridade, dava-lhes os medicamentos necessários e, não raro, até o dinheiro para os adquirir. Quando percebia que um doente não tinha fé, ou nela se enfraquecia, cuidava dele com extremos de zelo apostólico, buscando a conversão da sua alma ou o seu maior benefício espiritual. Essa caridade sobrenatural de cunho apostólico, Moscati a exercia também junto aos seus alunos, aos quais se prestava intelectual e espiritualmente, bem como até aos seus colegas de profissão, conquistando-os para Deus.

Em tempos de anárquica revolta social contra Deus e a sua Igreja, Moscati jamais deixou de dar aberto e público testemunho de sua fé, com galhardia e alegre entusiasmo. Não sem razão foi sempre chamado de médico santo, médico pai dos pobres.

Todos esses valores de ordem natural, intelectual, moral e espiritual, dimanavam, em José Moscati, de uma única fonte: a sua intensa vida de intimidade com Deus. O programa registrado por ocasião da sua morte, não foi mais do que a repetição quase cotidiana de toda a sua vida: Meditação pela manhã, Santa Missa e Comunhão diária; em seguida, apostólico e piedoso trabalho nos hospitais que dirigia. O tempo após o almoço até às aulas na Universidade, ocupava-o visitando todos os dias os doentes. Sempre que podia, visitava o Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompei, pois era profunda a sua devoção Mariana.

Foi em plena realização de um desses programas, que a morte o colheu, encontrando-o serenamente preparado para o seu  definitivo e bem-aventurado encontro com Deus, a 12 de abril de 1926. Seus restos mortais foram levados à igreja do Gesù Nuovo, de Nápoles, de onde o esplendor da sua santidade começou logo a se irradiar sob a forma de favores extraordinários realizados por Deus, por sua intercessão.

O processo de Canonização iniciou-se em 1949. No dia 25 de outubro de 1987, o Santo Padre João Paulo II inscreveu-o no catálogo dos Santos, tecendo-lhe magníficos elogios espirituais, na homilia então pronunciada na Praça de São Pedro, fixando para 16 de dezembro a sua Memória Litúrgica.

Nossa Congregação, cujo carisma assistencial aos Sacerdotes Diocesanos e Bispos enfermos ou anciãos, se enquadra perfeitamente na espiritualidade de São José Moscati- “quero servir Jesus Cristo na pessoa dos enfermos”- tem, para estímulo da consagração total a Deus, magnífico exemplo de fácil imitação, uma vez que é ajustado aos nossos tempos, às nossas necessidades, ao nosso ambiente.

 

VII.6- Oração a São José Moscati:

Ó glorioso São José Moscati que, mesmo aqui nesta vida terrena, já éreis conhecido como “Médico Santo” e “Pai dos Pobres”, nós vos pedimos que rogueis por nossa Congregação e por cada um de nós, que vos escolhemos por Patrono, a fim de vos imitar em vosso amor, espírito de fé e generosidade a serviço dos enfermos. Alcançai-nos a luz e a força do Espírito Santo, para que possamos servir a Cristo nos enfermos, especialmente nos Sacerdotes Diocesanos e Bispos, acometidos dos males físicos e atribulados pelo abandono e solidão, vendo neles a Face de Cristo Sacerdote. Consegui-nos também a graça da perseverança final em nossa vocação oblaciana, para um dia, podermos estar convosco no céu, cantando as glórias de Deus Uno e Trino. Amém.

 

VII.7. SANTOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO, COLUNAS DA IGREJA.

Pedro, escolhido por Cristo como fundamento do edifício eclesial, portador das chaves do Reino dos Céus ( Mt 16,13-19), pastor do rebanho santo ( Jô 21,15-17), confirmador dos irmãos ( Lc 22,32), e na sua pessoa e nos sucessores o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.

Paulo, unido ao colégio apostólico pelo próprio Cristo no caminho de Damasco ( At 9,1-16), instrumento escolhido para levar seu nome perante os povos ( At 9,15), é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o Apóstolo dos gentios, aquele que juntamente com Pedro faz ressoar a mensagem evangélica no mundo mediterrâneo. Ambos selaram com o martírio em Roma, pelo ano 67, seu testemunho de amor a Cristo. Além do dia 29 de junho, quando são solenemente festejados juntos em seu glorioso martírio, temos a Festa da Conversão de São Paulo, a 25 de janeiro e a da Cátedra de São Pedro em Roma, a 22 de fevereiro.

VII.7.1- Oração da Solenidade de 29 de junho: Ó Deus, que hoje nos concedeis a alegria de festejar São Pedro e São Paulo, concedei a vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes Apóstolos que nos deram as primícias da fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.8- SÃO MARCOS, EVANGELISTA.

Marcos era filho de Maria de Jerusalém, em cuja casa se refugiou Pedro libertado da cadeia (At 12,12). Colaborou com Barnabé na obra apostólica de Paulo ( Cl 4,10), junto do qual esteve também no cativeiro de Roma ( Fm 24). Discípulo fiel de Pedro ( “meu filho”, 1Pd 5,13), escreveu o segundo Evangelho, recolhendo a pregação do Apóstolo sobre os ditos e fatos de Jesus. Sua festa é no dia 25 de abril.

VII.8.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus, que concedestes a São Marcos, vosso Evangelista, a glória de proclamar a Boa-Nova, dai-nos assimilar de tal modo seus ensinamentos, que sigamos fielmente os caminhos do Cristo, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.9- SÃO FILIPE E SÃO TIAGO, APÓSTOLOS.

Filipe, seguiu a Jesus como o Messias anunciado pelas Escrituras e dele comunicou a fé a Natanael ( Jo 1,43-48). Fez-se porta-voz de alguns gregos que desejavam ver Jesus ( Jo, 12,20-22). Jesus o convida a reconhecer o Pai, visível no Filho feito homem ( Jo 14,8-11).

Tiago de Alfeu ( Mt 10,3), apelidado o Menor ( Mc 15,40), era parente do Senhor e foi chefe da comunidade eclesial de Jerusalém ( At 12,17; 15,13-21; Gl 1,19). O Novo Testamento traz uma carta com o seu nome. Os dois Apóstolos são comemorados numa só festa, porque, segundo uma tradição, as suas relíquias foram colocadas sob o altar da Basílica dos Doze Apóstolos em Roma, no dia de sua dedicação ( 1/05/565). Sua festa é no dia 3 de maio.

VII.9.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus, vós nos alegrais cada ano com a festa dos Apóstolos São Filipe e São Tiago. Concedei-nos, por suas preces, participar de tal modo da paixão   e ressurreição do vosso Filho, que vejamos eternamente a vossa Face. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.10- SÃO MATIAS, APÓSTOLO.

Matias, testemunha do ministério apostólico, foi agregado ao colégio apostólico após a deserção e a morte de Judas Iscariotes. Restabeleceu-se, assim, entre a Ascensão e o Pentecostes, o número de doze que simboliza o novo Israel, convocado dentre os povos ( At 1,15-26). Sua festa é celebrada no dia 14 de maio.

VII.10.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus, que associastes São Matias ao colégio apostólico, concedei, por sua intercessão, que, fruindo da alegria do vosso amor, mereçamos ser contados entre os eleitos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.11- SÃO TOMÉ, APÓSTOLO.

Tomé foi o Apóstolo que expressou solidariedade a Jesus na última viagem a Jerusalém com as palavras: “Vamos nós também para morrer com ele”( Jo 11,16). Foi em resposta a sua pergunta, qual o caminho para o Pai, que o Senhor afirmou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”( Jo 14,5-6). Reparou sua incredulidade sobre a ressurreição do Senhor, com a profissão de fé feita oito dias depois: “Meu Senhor e meu Deus”( Jo 20,24-29). Sua festa é a 3 de julho.

VII.11.1- Oração da Santa Missa: Deus todo-poderoso, concedei-nos celebrar com alegria a festa do Apóstolo São Tomé, para que sejamos sempre sustentados por sua proteção e tenhamos a vida pela fé no Cristo que ele reconheceu como Senhor. Por Nosso senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.12- SÃO TIAGO, APÓSTOLO.

Tiago, dito o Maior, filho de Zebedeu, foi chamado por Jesus juntamente com o irmão João. Acolhendo o convite do Mestre, deixou logo o barco e o pai, tornou-se seu fiel discípulo ( Mt 4,21-22). Foi testemunha privilegiada da ressurreição da filha de Jairo ( Mc  5,37), da transfiguração ( Mt 17,1), da agonia no Getsêmani ( Mt 26,37). Primeiro mártir entre os Apóstolos, foi decapitado sob Herodes Agripa nos dias da Páscoa ( At 12,2-3), no ano 44. Sua Festa é no dia 25 de julho.

Oração da Sta. Missa: Deus eterno e todo-poderoso, que pelo sangue de São Tiago consagrastes as primícias dos trabalhos dos Apóstolos, concedei que a vossa Igreja seja confirmada pelo seu testemunho e sustentada pela sua proteção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.13- SÃO BARTOLOMEU, APÓSTOLO.

Bartolomeu, de Caná da Galiléia, mencionado pelos Evangelhos no grupo dos Doze, é identificado com Natanael, amigo do Apóstolo Filipe; dele disse o Senhor: “Eis um verdadeiro israelita no qual não há engano”. Às palavras do Mestre, respondeu com a profissão messiânica: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”( Jo 1, 43-51; 21,2). Três dias depois do chamado de Natanael, celebraram-se as bodas de Cana. Sua Festa é no dia 24 de agosto.

VII.13.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus, fortalecei em nós aquela fé que levou São Bartolomeu a seguir de coração o vosso Filho e fazei que, pelas preces do Apóstolo, a vossa Igreja se torne sacramento da salvação para todos os povos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

VII.14- SÃO MATEUS, APÓSTOLO E EVANGELISTA.

Mateus, o publicano, chamado também de Levi ( Mc 2,14; Lc 5,27), passou de cobrador de impostos a discípulo do Mestre que lhe dissera: “Vem e segue-me”(Mt 9,9). O banquete que festejou sua vocação é o sinal do amor misericordioso de Jesus que chama os pecadores à penitência e celebra a reconciliação com o Pai ( Lc 5,27-32). No seu Evangelho, redigido para a comunidade judaico-cristã, o Cristo se manifesta como Mestre e o Fundador do novo Israel que promulga a justiça nova do Reino dos Céus, centrada no amor. É o Evangelho da Igreja, constituída sobre a fé de Pedro, chamada a ser sacramento de reconciliação e de encontro entre Israel e todos os homens. Sua Festa é a 21 de setembro.

VII.14.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus, que na vossa inesgotável misericórdia escolhestes o publicano Mateus para torná-lo Apóstolo, dai-nos, por sua oração e exemplo, a graça de vos seguir e permanecer sempre convosco. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

VII.15- SÃO LUCAS, EVANGELISTA.

Lucas, Evangelista e autor dos Atos dos Apóstolos, é cognominado “o escritor da mansidão do Cristo”. Paulo o chama “amado médico”  (Cl 4,14), companheiro de suas viagens missionárias e seu consolador, quando esteve na prisão (Cl 4,11; Fm 24; 2Tm 4,11). O seu Evangelho apresenta Jesus como o Salvador de todos os homens; testemunhou também sua misericórdia e amor para com os pobres. No Livro dos Atos dos Apóstolos traça o retrato ideal da Igreja, perseverante no ensinamento dos Apóstolos, na caridade fraterna, na fração do pão e na oração ( At 2,42). Sua Festa é a 18 de outubro.

VII.15.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus, que escolhestes São Lucas para revelar em suas palavras e escritos o mistério do vosso amor para com os pobres, concedei aos que já se gloriam do vosso nome, perseverar num só coração e numa só alma, e a todos os povos do mundo ver a vossa Salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

VII.16- SANTO ANDRÉ, APÓSTOLO.

André, já discípulo de João Batista, seguiu a Jesus, quando o Precursor o apontou como Cordeiro de Deus que tira o pecado mundo ( Jo 1,35-40). Irmão de Pedro, comunicou-lhe a descoberta do Messias ( Jo 1,41-42). Ambos foram chamados pelo Mestre à beira do lago para se tornarem pescadores de homens ( Mt 4,18-19). No prodígio da multiplicação dos pães, apresenta a Jesus o menino dos cinco pães e dois peixes ( Jo 6,8-9). Junto com Filipe informa que alguns gregos querem ver Jesus ( Jo 12,20-21). Crucificado em Patrasso, segundo a tradição, é particularmente venerado na Igreja grega. Sua Festa é a 30 de novembro.

VII.16.1- Oração da Santa Missa: Nós vos suplicamos, ó Deus onipotente, que o Apóstolo Santo André , pregador do Evangelho e Pastor da vossa Igreja, não cesse no céu de interceder por nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.17- SÃO JOÃO, APÓSTOLO E EVANGELISTA.

João, filho de Zebedeu ( Mc 1,20; Mt 4,21), irmão de Tiago, o Maior ( Lc 5,10), discípulo de João Batista ( Jo 1,35-41), foi um dos primeiros a passar para o seguimento de Jesus. É o discípulo predileto que, na Última Ceia, reclinou a cabeça no peito de Jesus ( Jo 13,23-25). Testemunha da Transfiguração ( Mt 17,1) e da agonia do Senhor ( Mc 14,33), está presente ao pé da Cruz, onde Jesus lhe confia a Mãe ( Jo 19,26-27). Junto com Pedro, viu o sepulcro vazio e acreditou na ressurreição do Senhor ( Jo 20,1-9). Evangelista teólogo, penetra profundamente o mistério do Verbo feito homem, cheio de graça e de verdade ( Jo 1,1-14). Na primeira Carta, cume de toda a teologia sapiencial, dá-nos a mais alta definição da divindade: Deus é amor ( 1Jo 4,8). Exilado na ilha de Patmos, foi arrebatado em êxtase no “Dia do Senhor”( Ap 1,9-10) e teve as visões que descreveu no Apocalipse, último Livro do Novo Testamento. Sua festa ocorre no dia 27 de dezembro.

VII.17.1- Oração da Santa Missa: Ó Deus, que pelo Apóstolo São João nos revelastes os mistérios do vosso Filho, tornai-nos capazes de conhecer e amar o que ele nos ensinou de modo incomparável. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.18- SANTO TOMÁS DE AQUINO, PRESBÍTERO E DOUTOR DA IGREJA.

Tomás (* Aquino, Frosinone, c.1225 + Fossanova, Latina, 7/03/1274), da Ordem dos Pregadores (1244), tornou-se mestre nos centros de estudos de Paris, Orvieto, Roma, Viterbo e Nápoles, imprimindo ao seu ensinamento uma orientação original e sabiamente inovadora. Em muitas obras básicas, especialmente na “Summa Theologica”, ele fez a sistematização genial da doutrina filosófica e teológica haurida da Tradição. Exerceu influxo determinante sobre o rumo do pensamento filosófico e da pesquisa teológica nas Escolas dos séculos seguintes. Sua memória ocorre no dia 28 de janeiro.

VII.18.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus, que tornastes Santo Tomás de Aquino um modelo admirável pela procura da santidade e amor à ciência sagrada, dai-nos compreender seus ensinamentos e seguir seus exemplos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

VII.19- SÃO JOÃO BOSCO, PRESBÍTERO.

Dom Bosco (* Castelnuovo d’Asti, 1815 - + Turim, 31/01/1888), grande apóstolo dos jovens, foi para eles pai e guia no caminho da salvação, pelo método da persuasão, da religiosidade autêntica e do amor sempre pronto a prevenir em vez de reprimir. Seguindo São Francisco de Sales, seu método educativo e apostólico se inspira num humanismo cristão que se inspira nos Evangelhos. Fundou a Congregação dos Salesianos, a Pia União dos Cooperadores Salesianos e, com Sta. Maria Mazzarello, as Filhas de Maria Auxiliadora. Sua memória é celebrada no dia 31 de janeiro.

VII.19.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus, que suscitastes São João Bosco para educador e pai dos adolescentes, fazei que, inflamados da mesma caridade, procuremos a salvação de nossos irmãos, colocando-nos inteiramente ao vosso serviço. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

VII.20- BEM-AVENTURADO JOSÉ DE ANCHIETA, PRESBÍTERO.

José de Anchieta nasceu a 19 de março de 1534 em Tenerife, nas Ilhas Canárias, pertencentes à Espanha. Tendo ingressado na Província Portuguesa da Companhia de Jesus, foi enviado às missões do Brasil. Ordenado Sacerdote em 1566, foi escolhido para Superior da Comunidade de São Vicente e depois de São Paulo. Dez anos mais tarde, foi nomeado Provincial de toda a missão no Brasil, revelando-se um Superior cheio de sabedoria e segurança. Escreveu na língua dos indígenas uma gramática e, depois, um catecismo. Poeta exímio, deixou-nos as primeiras obras da literatura brasileira e, pela sua devoção terníssima à Virgem Maria, compôs, nas areias de Iperoigue, o célebre “Poema à Virgem Maria”, todo em latim. Foi chamado de “O Apóstolo do Brasil”. Faleceu a 9 de junho de 1597. Foi Beatificado pelo Papa João Paulo II, a 22/06/1980. Sua memória ocorre no dia 9 de junho.

VII.20.1- Oração da Sta. Missa: Derramai, Senhor, sobre nós a vossa graça, a fim de que, a exemplo do Bem-aventurado José de Anchieta, apóstolo do Brasil, sirvamos fielmente ao Evangelho, tornando-nos tudo para todos, e nos esforcemos em ganhar para vós nossos irmãos no amor de Cristo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.21- SANTO ANTONIO DE PÁDUA ( OU DE LISBOA), PRESBÍTERO E DOUTOR DA IGREJA.

Antonio ( Fernando de Bulhões, * Lisboa, Portugal, 15/08/1195 - + Pádua, Itália, 13/06/1231), depois de intensa vida ascética junto aos Cônegos Regulares Agostinianos de Coimbra, passou para os Menores de São Francisco de Assis, com quem se encontrou na Porciúncula (1221). Pregador do Evangelho, exerceu o seu ministério na Itália do norte e no sul da França. De sua pregação restam significativos testemunhos em seus escritos homiléticos. É universalmente venerado pelo povo cristão. Sua memória litúrgica é celebrada no dia 13 de junho.

VII.21.1- Oração da Sta. Missa: Deus eterno e todo-poderoso, que destes Santo Antonio ao vosso povo como insigne pregador e intercessor em todas as necessidades, fazei-nos, por seu auxílio, seguir os ensinamentos da vida cristã, e sentir a vossa ajuda em todas as provações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.22- SÃO JOÃO BATISTA, O PRECURSOR DO SENHOR.

João Batista é o único santo, além da Mãe do Senhor, de quem se celebra o nascimento segundo a carne. Foi o maior entre os profetas ( Lc 7,26-28), porque pôde apontar o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo ( Jo 1,29-30). Sua vocação profética desde o ventre materno reveste-se de acontecimentos extraordinários, repletos de júbilo messiânico, que preparam o nascimento de Jesus ( cf. Lc 1,14.58). João é o Precursor do Cristo pela palavra e pela vida ( Mc 6,17-29). O batismo de penitência que acompanha o anúncio dos últimos tempos é figura do Batismo segundo o Espírito ( Mt 3,11). A sua Natividade é celebrada a 24 de junho e o seu glorioso martírio a 29 de agosto.

VII.22.1- Oração do dia 24/06: Concedei, Deus todo-poderoso, que a vossa família siga pelo caminho da salvação, e, atenta às exortações de São João Batista, chegue ao Redentor que ele anunciou. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

VII.22.2- Oração do dia 29/08: Ó Deus, quisestes que São João Batista fosse o Precursor do nascimento e da morte do vosso Filho; como ele tombou na luta pela justiça e a verdade, fazei-nos também lutar corajosamente para testemunhar a vossa palavra. Por Nosso Senhor...

 

VII.23- SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS, VIRGEM.

Amabile Lucia Visitainer, nasceu em Vigolo Vattaro, no Trentino, a 16 de dezembro de 1865, de família piedosa, com 14 irmãos e, com dez anos de idade imigrou para o Brasil juntamente com os seus pais, para o Estado de Santa Catarina, para um lugar onde se concentraram cerca de 109 trentinos, que recebeu o nome de Vigolo, na região de Nova Trento. Juntamente com duas outras amigas, começou a cuidar de uma senhora com câncer. As obras caritativas de Amabile e suas auxiliares se expandem e, em 1895, são reconhecidas canonicamente pelo bispo de Curitiba, dando início assim ao Instituto das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Como consagrada, muda o seu nome para Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Em 7/12/1894, o Bispo Dom José de Camargo Barros, antes de deixar Nova Trento, recomendou ao jesuíta Pe. Rossi que cuidasse da obra iniciante e, com isso, a Congregação prosperou. Irmã Paulina foi vítima de falsas acusações que a fizeram sofrer em silêncio, sem se defender, passando o resto de sua vida no anonimato (por 33 anos), trabalhando humildemente como qualquer outra Religiosa da Congregação, na Santa Casa de Bragança Paulista. Entretanto, com espírito de oração e de grande humildade, cumprindo com perfeição o dever de seu estado, deixou-nos o exemplo de confiança inabalável em Deus e no auxílio da Virgem Imaculada. No cinqüentenário da Fundação (12/07/1940), concluiu seu edificante testamento espiritual e disse: “Está terminada minha missão. Morro contente”. Dois anos mais tarde, após dois meses de doença grave, expirou santamente, com 76 anos e meio, no dia 9 de julho de 1942. Foi Beatificada por João Paulo II em Florianópolis, no dia 18 de outubro de 1991. Foi canonizada na Praça de São Pedro, por João Paulo II

VII.23.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus, ouvi a nossa súplica, para que, alegrando-nos com a festa da virgem Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, aprendamos a vos servir com amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.24- SÃO BENTO, ABADE.

São Bento ( * Núrcia, c.480 - + Montecassino, c. 547), é o Patriarca do monaquismo ocidental. Após um período de solidão perto da gruta de Subiaco, passou para a vida cenobítica, primeiro em Subiaco, depois em Montecassino. Sua Regra, que resume a tradição monástica oriental, adaptada com sabedoria ao mundo latino, abre novo caminho à civilização européia, após o declínio da civilização romana. Nesta nova escola de serviço do Senhor, tem parte determinante a leitura meditada da Palavra de Deus e o louvor litúrgico, alternados com os ritmos do trabalho, em clima intenso de caridade fraterna e de serviço recíproco. Paulo VI proclamou-o padroeiro da Europa ( 24/10/1964). Sua memória é celebrada a 11 de julho.

VII.24.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus, que fizestes do abade São Bento preclaro mestre na escola do vosso serviço, concedei que, nada preferindo ao vosso amor, corramos de coração dilatado no caminho dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

VII.24.2-Oração a São Bento, para pedir uma graça.

Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que, também nós, recorrendo a vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições; que nas famílias reine a paz e a tranqüilidade; que se afastem todas as desgraças, tanto corporais como espirituais, especialmente o pecado. Alcançai-nos do Senhor a graça pela qual suplicamos ... e obtende-nos , finalmente, ao terminar a nossa vida neste vale de lágrimas, depois de uma boa morte, possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso. Amém.

V/- Rogai por nós, ó glorioso São Bento,

R/- Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Que a intercessão do Bem-aventurado Patriarca São Bento nos seja uma recomendação, Senhor, para podermos obter o que dos nossos merecimentos não ousamos esperar. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

VII.24.3- Oração a São Bento, para obter uma santa morte.

Ó Deus que, com tantos e tamanhos privilégios honrastes a preciosa morte do glorioso patriarca São Bento, concedei, assim vo-lo pedimos, que, à hora da nossa morte, sejamos livres das ciladas dos inimigos, pela presença daquele cuja memória celebramos. Por nosso Senhor Jesus Cristo...

 

VII.25- SÃO JOAQUIM E SANT’ANA, PAIS DE NOSSA SENHORA.

Os nomes dos pais de Maria Santíssima, são conhecidos por intermédio do apócrifo “Proto-evangelho de Tiago” (séc. II). O culto de Sant’Ana é documentado no Oriente no séc. VI, no Ocidente no séc. X; o de São Joaquim no séc. XIV. São recordados no dia 26 de julho.

VII.25.1- Oração da Santa Missa: Senhor, Deus de nossos pais, que concedestes a São Joaquim e Sant’Ana a graça de darem a vida à Mãe do vosso Filho Jesus, fazei que, pela intercessão de ambos, alcancemos a salvação prometida a vosso povo. Por Nosso Senhor...

VII.25.2- Oração a São Joaquim e Sant’Ana.

Ó meus queridos avós, Sant’Ana e São Joaquim, que pela santidade que Deus Onipotente vos deu, vos tornastes os dignos progenitores de Maria Imaculada, Mãe de Deus Encarnado e Nossa Mãe, vinde em meu socorro nesta necessidade e aflição ( fazer o pedido). Entrego a minha causa nas vossas mãos e confio no vosso carinhoso amor. Tenho a certeza de que não é em vão que ponho em vós as minhas esperanças e sei que fareis por mim melhor do que vos peço, tendo sempre em vista a glória de Deus e o bem da minha alma. Amém.

Sant’Ana e São Joaquim, rogai por mim!

( Três Gloria Patri, em ação de graças pelos dons e privilégios concedidos por Deus a São Joaquim e à Sant’Ana).

 

VII.26- SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO, BISPO E DOUTOR DA IGREJA.

Afonso ( * Nápoles, 1696 - + Nocera de Pagani, Salerno, 1/08/1787), já advogado no foro de Nápoles, deixou a toga pela vida eclesiástica. Fundador dos Redentoristas ( 1732), empenhou-se, com grande zelo, nas missões populares; dedicou-se aos pobres e aos doentes; foi mestre de ciências morais – para as quais se inspirou em critérios de prudência pastoral, fundada na procura sincera e objetiva da verdade -, sensível, porém, às necessidades e às situações das consciências. Compôs escritos ascéticos de grande repercussão; poeta e músico, cantou com grande elevação o mistério da Encarnação. Apóstolo do culto à Eucaristia e à Virgem Maria, levou os fiéis à meditação dos novíssimos, à oração e à vida sacramental. Foi feito Bispo de Santa Ágata dos Godos (1762-1775),onde exerceu uma belíssima ação pastoral. Sua memória é celebrada no dia 1. de agosto.

 

VII.26.1- Oração da Santa Missa: Ó Deus, que suscitais continuamente em vossa Igreja novos exemplos de virtude, daí-nos seguir de tal modo os passos do bispo Santo Afonso Maria, no zelo pela salvação de todos, que alcancemos com ele a recompensa celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.27- SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE, PRESBÍTERO E MÁRTIR.

Maximiliano Maria Kolbe entrou para o elenco dos santos com o título de sacerdote e mártir. Seu testemunho ilumina com luz pascal o horroroso mundo dos campos de concentração. Nasceu na Polônia em 1894; consagrou-se ao Senhor, na família franciscana dos Menores Conventuais. Grande devoto da Virgem Santíssima, fundou a “Milícia da Imaculada”e desenvolveu, através da palavra e dos seus escritos, intenso apostolado missionário na Europa e na Ásia. Deportado para Auschevitz durante a segunda guerra mundial, num ímpeto de caridade ofereceu sua vida de sacerdote em troca da vida de um pai de família, seu companheiro de prisão. Morreu no “bunker” da fome, após terem-lhe aplicado uma injeção venenosa, aos 14 de agosto de 1941. João Paulo II chamou-o de “Patrono de nosso difícil século”. Sua memória é celebrada no dia 14 de agosto.

VII.27.1- Oração da Sta. Missa- Ó Deus, inflamastes São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir, com amor à Virgem Imaculada e lhe destes grande zelo pastoral e dedicação ao próximo. Concedei-nos, por sua intercessão, que trabalhemos intensamente pela vossa glória no serviço do próximo, para que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho até a morte. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

VII.28- SÃO BERNARDO, ABADE E DOUTOR DA IGREJA.

Bernardo ( * Dijon, França, 1090 - + Claraval- Clairvaux, 20/08/1153), após Roberto, Alberico e Estevão, foi pai da Ordem Cisterciense. A obediência e o bem da Igreja impeliram-no freqüentemente a deixar o silêncio monástico, para dedicar-se às mais graves questões político-religiosas de seu tempo. Mestre de direção espiritual, deixa em seus sermões de comentário à Bíblia e à liturgia um excepcional documento de teologia monástica tendente, mais que à ciência, à experiência do mistério. Inspirou piedosa afeição à humanidade de Cristo e à Virgem Mãe. Sua memória se celebra no dia 20 de agosto.

VII.28.1- Oração da Sta. Missa:- Ó Deus, que fizestes do abade São Bernardo, inflamado de zelo pela vossa casa, uma luz que brilha e ilumina a Igreja, dai-nos, por sua intercessão, o mesmo fervor para caminharmos sempre como filhos da luz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

VII.29- SÃO PIO X, PAPA.

José Sarto ( * Treviso, Itália, 1835 - + Roma, 20/08/1914), Bispo de Mântua ( 1884) e Patriarca de Veneza ( 1893), sobe à cátedra de Pedro com o nome de Pio X. É o Pontífice que em seus escritos afirmou que a participação nos santos mistérios é a fonte primeira e indispensável da vida cristã. Defendeu a integridade da doutrina da fé, promoveu a comunhão eucarística também das crianças, encaminhou a reforma da legislação eclesiástica, ocupou-se positivamente com a questão romana ( entre o governo italiano e a Santa Sé), e com a Ação Católica, cuidou da formação dos sacerdotes, mandou elaborar um novo catecismo, favoreceu o movimento bíblico, promoveu a reforma litúrgica e o canto sacro. Sua memória ocorre no dia 21 de agosto.

VII.29.1- Oração da Sta Missa: Ó Deus, que para defender a fé católica e restaurar todas as coisas em Cristo, cumulastes São Pio X de sabedoria divina e coragem apostólica, fazei-nos alcançar o prêmio eterno, dóceis às suas instruções e exemplos. Por Nosso Senhor...

 

VII.30- SÃO JANUÁRIO, BISPO E MÁRTIR.

Januário, Bispo de Benevento, sofreu o martírio em Pozzuoli ( Nápoles) por volta do ano 305, sob Diocleciano. Suas relíquias estão conservadas no tesouro da igreja de Nápoles e tornou-se famosa a liquefação do seu sangue , que é testemunhada desde o ano de 1389.Sua memória ocorre no dia 19 de setembro.

VII.30.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus, que nos concedeis celebrar a memória do vosso mártir São Januário, dai que nos alegremos com ele na eterna bem-aventurança. Por Nosso...

 

VII.31- SÃO VICENTE DE PAULO, PRESBÍTERO.

Vicente ( * Pouy, perto de Dax, França, 1581 - + Paris, 27/09/1660), sacerdote, pároco, dedicou-se primeiro à evangelização das populações rurais, foi capelão das galeras e apóstolo da caridade entre os pobres, doentes e sofredores. Na sua escola se formaram sacerdotes, religiosos e leigos, que foram os animadores da Igreja na França, e sua voz se fez intérprete dos direitos dos humildes junto aos poderosos. Promoveu uma forma simples e popular de evangelização. Fundou os Padres da Missão (Lazaristas, 1625) e, junto com Santa Luísa de Marillac, as Filhas da Caridade ( 1633). Promoveu a formação dos futuros Sacerdotes e os Retiros Espirituais para o Clero. Sua memória se celebra no dia 27 de setembro.

VII.31.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus, que, para socorro dos pobres e formação do clero, enriquecestes o presbítero São Vicente de Paulo com as virtudes apostólicas, fazei-nos, animados pelo mesmo espírito, amar o que ele amou e praticar o que ensinou. Por Nosso...

 

VII.32- BEATOS ANDRÉ SOVERAL, AMBRÓSIO FRANCISCO FERRO, MATEUS MOREIRA e COMPANHEIROS, MÁRTIRES.

André Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, sacerdotes  missionários no nordeste do Brasil no século XVII, foram martirizados pelos invasores holandeses, junto com mais 28 cristãos, entre os quais Mateus Moreira, enquanto celebravam a Eucaristia, em 1645. Estes são os primeiros mártires do Brasil. Sua memória: dia 3 de outubro.

VII.32.1- Oração da Sta. Missa: Deus de misericórdia, aumentai em nós a fé que, conservada à custa do próprio sangue, glorificou vossos mártires ANDRÉ E Ambrósio Francisco. Dai-nos também ser santificados, pela vivência da mesma fé. Por Nosso Senhor...

 

VII.33- SANTA TERESA D’ÁVILA, VIRGEM E DOUTORA DA IGREJA.

Teresa ( * Ávila, Espanha, 1515 - + Alba de Tormes, 15/10/15820, mulher dotada de extraordinários dons, tanto de espírito quanto de coração, entrou aos vinte anos no Carmelo de Ávila, onde concebeu e realizou a reforma que recebeu o seu nome. Uniu à mais alta contemplação uma intensa atividade como reformadora de toda a Ordem Carmelita. Depois do mosteiro de São José em Ávila, dedicou-se a outras fundações e estendeu a reforma também ao ramo masculino, com o auxílio de São João da Cruz. (1542-1591). Fiel à Igreja, no espírito do Concílio de Trento, contribuiu para a renovação da comunidade eclesial. Deixou em seus escritos de espiritualidade um documento de profunda experiência mística. Paulo VI declarou-a Doutora da Igreja a 27/09/1970. Sua memória: 15 de outubro.

VII.33.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus, que pelo vosso Espírito fizestes surgir Santa Teresa para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por Nosso Senhor...

 

VII.34- SANTA EDVIGES, RELIGIOSA.

Edviges ( * Andechs, Baviera, c. 1174 - + Trebniz, Polonia, 15/10/1243), duquesa de Silesia e Polonia e mãe de sete filhos, viveu sua experiência familiar na prática intensa da fé, da oração e da caridade. Após a morte de seis filhos e do marido, entrou no mosteiro cisterciense de Trebniz, do qual era abadessa a sua filha. Sua memória: 16 de outubro.

VII.34.1- Oração da Sta. Missa: Nós vos pedimos, ó Deus onipotente, que a intercessão de Santa Edviges nos obtenha a graça de imitar o que nela admiramos, pois a humildade de sua vida serve de exemplo para todos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho...

 

VII.35- BEATO ANTONIO DE SANT’ANA GALVÃO (FREI GALVÃO), RELIGIOSO.

Frei Galvão ( * Guaratinguetá, SP, 1739 - + São Paulo, 23/12/1822), é o primeiro Bem-aventurado nascido em terras brasileiras. Ingressou no noviciado franciscano em Macacu, RJ, a 15/04/1760. Em 16/04/1761, fez a sua Profissão Religiosa; foi ordenado sacerdote no Rio de Janeiro, em julho de 1762. No mesmo ano, foi transferido para São Paulo, onde, a 2 de fevereiro de 1774 fundou o Convento de Nossa Senhora da Luz. Exerceu intensa atividade de pregador, de confessor e diretor espiritual, dedicado à caridade para com os pobres e sofredores. Foi beatificado por João Paulo II em 25 de outubro de 1998. Sua memória: 25/10.

VII.35.1- Oração da Sta. Missa: Deus, Pai de misericórdia, que fizestes do Beato Frei Galvão um instrumento de caridade e de paz no meio dos irmãos, concedei-nos, por sua intercessão favorecer sempre a verdadeira concórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

VII.36- SANTA CATARINA LABOURÉ, VIRGEM.

Zoe Labouré nasceu a 2 de maio de 1806, na Cote d’Or, perto de Tijon, na França. Desde pequena queria consagrar-se a Deus, mas como a mãe lhe tivesse morrido muito cedo, o pai julgou não poder deixar a filha ir ao Convento. Para retê-la no mundo, enviou-a a Paris, mas a jovem ainda mais se desgostou das vaidades da grande cidade e o pai, vendo que ela era firme na vocação religiosa, consentiu que entrasse no convento das Vicentinas ( Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo), cuja casa maior se acha na Rue du Bac. Estava então com 24 anos de idade, quando começou o Noviciado, assumindo o nome de Catarina. Muito humilde e unida a Deus, era ternamente devotada à Santíssima Virgem, a quem escolhera por Mãe, desde que se tornou órfã. Ardia em desejos de ver Nossa Senhora e instava com o seu Anjo da Guarda para que lhe alcançasse este favor. Não foi baldada a sua esperança. No ano de 1830 a Mãe de Deus lhe apareceu por três vezes. De 18 para 19 de julho, o seu Anjo a despertou e a fez ir à Capela e logo a Virgem Santíssima veio ao seu encontro, sentou-se na cadeira do sacerdote e a jovem se ajoelhou ao seu lado, apoiando as mãos em seus joelhos e ali ficou, ouvindo Nossa Senhora por longo tempo. A mais importante das aparições se deu no dia 27 de novembro de 1830, sábado antes do primeiro domingo do Advento. Nesse dia, estando a jovem noviça na oração da tarde, a Virgem Imaculada se lhe mostrou, primeiro junto ao arco do cruzeiro, do lado direito da Capela ( onde, atualmente está a urna com o corpo incorrupto da Santa), e depois, por detrás do sacrário, no altar-mor. A Mãe de Deus, sobre o globo, tendo uma serpente sob os pés, abriu as mãos,  cujos dedos se cobriram de anéis com pedras preciosas de extraordinária beleza, de onde se desprendiam raios luminosos para todos os lados, símbolo das graças que Deus concede, pela intercessão de Sua Mãe. Em torno da Virgem, formou-se em oval um letreiro: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós”. Logo em seguida, a Santa viu como que o “reverso da medalha”: O  “M”de Maria, entrelaçado com uma Cruz, circundado de doze estrelas e, debaixo, os SS. Corações de Jesus e de Maria. A Noviça recebeu a ordem de mandar cunhar medalhas com estas figuras, com a promessa de quem as usar ao pescoço terá uma especial proteção da Mãe de Deus. É a “Medalha Milagrosa”que, divulgada rapidamente por Gregório XVI e, principalmente pelo Beato Pio IX ( após o Dogma da Imaculada), tornou-se conhecida no mundo inteiro pelos favores concedidos pela intercessão da Mãe de Deus. Catarina , após as aparições, foi trabalhar em um hospital em Paris por 45 anos, na simplicidade e humildade de uma simples Irmã, Filha da Caridade. Estava com 71 anos de idade, quando o Senhor a chamou para a alegria celeste, no dia 31 de dezembro de 1876. Foi beatificada por Pio Xi, a 28 de maio de 1933 e Pio XII a canonizou a 27 de julho de 1949. Sua memória é no dia 31/12.

VII.36.1- Ó  Pai de Misericórdia, que escolhestes a vossa humilde serva Catarina Labouré para ser a Mensageira da Virgem Imaculada e, por meio dela, destes aos vossos filhos a Medalha Milagrosa, sinal de especial proteção da Mãe de vosso Filho, concedei-nos, pela intercessão e preces de Santa Catarina, e pela fiel devoção à Virgem Santíssima, de perseverar em nossa augusta vocação. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.