VII PARTE – NOSSOS SANTOS PATRONOS
VII.1- OS ARCANJOS
SÃO MIGUEL, SÃO GABRIEL E SÃO RAFAEL.
Miguel (Quem como Deus?) é o Arcanjo que
se insurgiu contra satanás e os seus seguidores ( Jd 9; Ap 12,7; cf. Zc 13,
1-2), defensor dos amigos de Deus ( Dn 10, 12.21), protetor de seu povo ( Dn
12,1), Príncipe dos exércitos celestes.
Gabriel ( Força de Deus) é um dos
espíritos que estão diante de Deus ( Lc 1,19), revela a Daniel os segredos do
plano de Deus ( Dn 8,16; 9,21-22), anuncia a Zacarias o nascimento de João
Batista ( Lc 1, 11-20) e a Maria, o de Jesus ( Lc 26-38).
Rafael ( Deus curou), ele também entre
os sete Anjos que estão diante do trono de Deus ( Tb 12,15; cf Ap 8,2),
acompanha e protege Tobias nas peripécias de sua viagem e cura-lhe o pai cego.
A Igreja peregrina sobre a
terra, especialmente na Liturgia Eucarística, associa-se às multidões dos Anjos
que na Jerusalém celeste cantam a glória de Deus ( cf. Ap 5,11-14; SC 8). Sua Festa é celebrada no
dia 29 de setembro. No dia 2 de outubro celebra-se a Memória dos Santos Anjos
da Guarda. A devoção aos Santos Arcanjos e Anjos, arraigada em nossa Família
Religiosa desde os primeiros momentos da Fundação, recorda-nos a presença de
Deus e o nosso dever de associar-nos à Liturgia celeste, onde estes nossos
“Irmãos e Amigos”servem a Santíssima Trindade e louvam a Deus por nós, tão
mergulhados nas lutas e preocupações desta terra de peregrinos. Eles nos
protegem contra as tentações do maligno e nos perigos de nossa caminhada rumo à
Pátria celeste.
VII.1.1- Oração da Missa: Senhor,
Deus do Universo, que estabelecestes com admirável providência as funções dos
Anjos e dos homens, concedei propício, que as nossas vidas sejam protegidas por
São Miguel, São Gabriel e São Rafael e pelos demais Arcanjos e Anjos que vos
assistem e servem nos céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo. Amém.
VII.2- SÃO
FRANCISCO DE SALES, PATRONO DOS BISPOS
Quando veio ao mundo no
dia 21 de agosto de 1567, no castelo de Thorens, na Savoia, seu pai já o
imaginava como futuro advogado, cheio de glória e de prestígio. A mãe o educou
para o sentido cristão da vida, à oração e ao amor aos pobres. Não longe estava
Genebra, calvinista e separada da Igreja. Francisco cresceu fidelíssimo ao Papa
e à Igreja Católica. Com dez anos, recebeu a Primeira Comunhão e a Crisma. Aos
onze anos de idade, desiludindo as esperanças do pai, quis receber a tonsura,
como alguém que se preparava ao sacerdócio. Quando completou quinze anos, foi
estudar em Paris, no Liceu Clermont, dirigido pelos jesuítas. Ali recebeu uma
educação humanista excepcional, mas Cristo o atraía mais que as letras. Seu
relacionamento com Ele se fez intenso e luminoso, como o demonstrava seu estilo
de vida entre os companheiros que o viam aproximar-se dos Sacramentos da
Confissão e da Comunhão todo domingo. Em 1588, seu pai o mandou à Pádua para
estudar Direito na Universidade. Juntamente com o Direito, estudou o hebraico,
a S. Escritura, a teologia e os Padres da Igreja e distinguia-se pela nobreza e
pureza de vida. Era já um amigo íntimo de Cristo! Dentro de três anos,
doutorou-se em Direito civil e canônico e consagrou-se à Nossa Senhora. Antes
de voltar à pátria, fez uma peregrinação a Loreto e, em seguida, à Roma,
visitando os túmulos de São Pedro e São Paulo. Tinha apenas 25 anos quando
começou a fazer parte do Senado dos Juízes de Chambery, deixando o seu pai
orgulhosíssimo com isto. No entanto, Francisco disse ao pai: -“Vou fazer-me
padre!” O Bispo de Genebra já o admirava pela sua preparação teológica e
espiritual. Pediu que ele se preparasse por três meses e, no dia 18 de dezembro
de 1693 o ordenou Sacerdote, na Sé de Annecy, onde residia, pois Genebra era
dominada pelos calvinistas. Imediatamente, Francisco se lançou ao apostolado
mais genuinamente sacerdotal: a pregação, as confissões, as visitas aos
enfermos, a catequese. Pregava para converter ou para aproximar os irmãos de
Cristo, não para exibir sua cultura, mesmo sendo considerado por todos como um
homem de profunda cultura. Quem o escutava, se sentia movido a mudar de vida. Logo
haveria de converter multidões, principalmente da região de Chablais, ocupada
pelos calvinistas. Enfrentando o frio rigoroso e as ameaças e atentados a sua
vida por parte de fanáticos calvinistas, nunca desistiu de levar em frente a
sua missão. Precursor dos jornalistas e publicitários, preparava panfletos nos
quais expunha a doutrina católica e, alta noite, colocava-os às portas das
casas. Dava respostas aos erros, esclarecia as dúvidas, em tom seguro, mas
sempre conciliador. Começou a cativar a todos, pois viam que ele era movido de
um imenso amor a Cristo e que ele se fazia tudo para todos. Depois de sete
meses de trabalho, a liderança dos adversários começou a ceder e vieram as
conversões. Todos os que o conheceram de perto, viram que ele era um verdadeiro
padre: toda manhã celebrava a Santa Missa, como se fosse a primeira e a última;
duas vezes por semana se confessava; todo dia fazia uma hora de meditação e com
inigualável piedade recitava fielmente o Ofício divino ( Liturgia das Horas).
Entenderam: o seu segredo era só Jesus-Amor, que o impelia a fazer-se um com
Ele, a semear a verdade e o amor. Sua fama foi para Turim, à Roma, a Paris. No
Chablais refloresceu a Igreja Católica. Fazendo um relatório ao Papa, Francisco
teve que afirmar, não obstante a sua humildade, que vinte e cinco mil pessoas
haviam voltado ao catolicismo. Em 1599, o Papa Clemente VIII o chamou à Roma
para ouvi-lo pessoalmente. Quando Francisco terminou de falar, o Papa se
levantou para abraçar o jovem apóstolo de 32 anos. Apenas chegado a Annecy, o
velho Pastor, com a autorização do Santo Padre, consagrou-o Bispo, seu auxiliar
com direito à sucessão. Continuou a sua missão, com mais ardor ainda. Em 1602 foi feito Bispo de Genebra, sempre com
sede em Annecy, com a morte do Bispo Mons. De Grenier. Era um modesto Bispo da
Savoia, mas, que Bispo! Por vinte anos exerceu uma forte influência sobre toda
a Igreja, tornando-se a Diocese de Genebra um modelo de ação pastoral de
catequese dos jovens, das crianças e adultos, de instauração de mosteiros
contemplativos e de Famílias Religiosas. Ele mesmo, em 1604, encontrou em Dijon
uma jovem viúva, Joana Francisca de Chantal. Com ela, em 1610 deu vida à
obra-prima de amor, que é a “Visitação”, Congregação Religiosa que deveria
levar o amor de Deus às famílias, como Maria Santíssima à Santa Isabel. Porém,
a idéia era um pouco arrojada para a época e, assim, achou melhor que essas
Religiosas fossem consagradas à oração e à contemplação.
Sacerdote e Bispo,
Francisco era guia de almas, um guia exigente e dulcíssimo: com os colóquios,
com a confissão, com milhares de cartas. Havia uma idéia a animá-lo: Deus chama
a todos, em Cristo, a serem santos, não só monges e padres, mas também homens e
mulheres no matrimônio, no trabalho comum, em qualquer condição de vida. E a
santidade é apenas amor, amor fiel, na simplicidade e alegria, ao Amor Infinito
de Deus, revelado em Cristo, Sacerdote e Vítima, em Seu Coração de carne. Isto
o ensinava nas pregações e o escreveu em suas obras, das quais recordamos as duas
mais conhecidas: “A Introdução à Vida
Devota” ( A Filotéia) e o “Tratado do
Amor de Deus” ( Teótimo).
Tendo ido a Lião, já com a
saúde minada pelas fadigas apostólicas, faleceu com apenas 55 anos de idade,
aos 28 de dezembro de 1622. Em 1665, o Papa Alexandre VII o inscreveu entre os
Santos e, em 1877, o Beato Pio IX o proclamou Doutor da Igreja, ele que, ainda
com 22 anos, em Pádua, escrevera o seu programa de vida: -“À imitação do
discípulo predileto, estarei sempre reclinado sobre o peito e no Coração cheio
de amor, do nosso amantíssimo Salvador”.
Sua memória é celebrada no
dia 24 de janeiro.
VII.2.1- Oração da Santa Missa: Ó Deus,
para a salvação da humanidade, quisestes que São Francisco de Sales se fizesse
tudo para todos; concedei que, a seu exemplo, manifestemos sempre a mansidão do
vosso amor no serviço a nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
VII.2.2- Oração pelos Bispos- Ó Deus,
que na vossa infinita misericórdia e amor pelos homens, dotastes o coração do
Bispo São Francisco de Sales de amor e mansidão extraordinários, para a
conquista de tantas ovelhas ao vosso rebanho, concedei aos nossos Bispos as
mesmas graças, a fim de que possam ter todo o sucesso em seu ministério de
Sucessores dos Apóstolos. Por Jesus Cristo, Sacerdote Eterno, Vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo. Amém.
VII.3- SÃO JOÃO
BATISTA MARIA VIANNEY, PATRONO DOS PÁROCOS.
Nasceu em Lião, na França,
em 1786,filho de pobres camponeses que lhe incutiram na alma grandes virtudes
cristãs. Desde pequeno, cultivava o desejo de ser Sacerdote: “- Ser padre, para
ganhar muitas almas para Deus.” ( Este era o seu lema).
Devido à Revolução
Francesa, que dividiu a Igreja de seu país em duas- de um lado, os padres
juramentados e do outro, os padres refratários – os Vianney, como tantas outras
famílias da França, foram obrigados à clandestinidade. Mesmo nessa condição,
João Maria Vianney procurou dar formação cristã a seus filhos, especialmente ao
pequeno João Batista Maria Vianney. Quando chegou à idade madura, teve que
servir ao exército, mas, porque a sua vocação sacerdotal lhe falava mais forte,
deixou as fileiras da pátria, para estudar latim e outras matérias, às
escondidas, sob a orientação do seu pároco. Findo o período do Terror, pôde
finalmente ingressar no Seminário, mas teve que enfrentar inúmeras dificuldades
nos estudos de Filosofia e Teologia. Os Superiores, vendo a sua piedade e
esforço, admitiram-no aos Sacerdócio e, após três anos da Ordenação, foi-lhe
confiada a aldeia de Ars, lugarejo perdido entre os Pirineus, gente habituada
aos bailes, às bebidas e sem religião. João Batista Maria Vianney, animado de
grande desejo de ser um verdadeiro pastor, de caráter bondoso e simples,
humilde e sincero, com extraordinária capacidade ao sacrifício e à penitência,
com jejuns e orações contínuos, converteu primeiro a sua paróquia,
transformando-a em comunidade exemplar por um período de quarenta anos. Sua
pregação convertia e fortalecia a fé e a vida cristã. Possuía grande devoção à
Maria Santíssima e, acima de tudo, à Sagrada Eucaristia. Logo, a sua fama
começou a percorrer a França e os países vizinhos e, à hora do Catecismo, após
o almoço, a igreja estava sempre lotada. O Cura d’Ars foi o Santo do
Confessionário e, à medida que os anos passavam, dava sempre menos tempo ao
descanso noturno, chegando ao ponto de dormir no máximo uma hora por noite,
pois a fila da Confissão era sempre enorme. Enfraquecido por tantas penitências
e pelo zelo sacerdotal, faleceu a 4 de agosto de 1859. Pio XI o canonizou em
1925 e, em 1929 foi proclamado Padroeiro dos Sacerdotes, principalmente dos
Párocos.O Cura d’Ars foi essencialmente Sacerdote, isto é, “Mediador entre Deus
e o homem pecador”, como ele mesmo se dizia.
Sua Memória litúrgica é no
dia 4 de agosto, o seu “dies natalis” (dia de seu nascimento para a glória).
VII.3.1- Oração da Missa: Deus de
poder e misericórdia, que tornastes São João Maria Vianney um pároco admirável
por sua solicitude pastoral, daí-nos, por sua intercessão e exemplo, conquistar
no amor de Cristo os irmãos e irmãs para vós e alcançar com eles a glória
eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo. Amém.
VII.3.2- Oração pelos Sacerdotes: Ó
glorioso São João Maria Vianney, modelo do Sacerdote e do Pároco, alcançai para
os nossos Sacerdotes o ardor pastoral, o espírito de renúncia e de sacrifício,
o amor crescente a Deus, à Igreja e às almas, a fim de que, com zelo, alegria e
entusiasmo, sejam fiéis ao seu Ministério. Possam eles imitar-vos na dedicação
aos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, bem como à pregação da Palavra
de Deus. Tenham, como vós, um terno e filial amor à Virgem Santíssima e, assim,
possam perseverar no caminho do empenho pela santidade. Amém.
VII.4- SANTA
TERESINHA DO MENINO JESUS E DA SAGRADA FACE, PADROEIRA DAS MISSÕES.
Maria Francisca Teresa
Martin nasceu em Alençon, na Normandia ( norte da França), a 2 de janeiro de
1873, última filha do piedoso casal Luis Martin e Zélia Guerin. Seus pais, na
juventude, quiseram consagrar-se a Deus, na vida Religiosa, mas a vontade
divina se manifestou de outro modo: casaram-se e, deste matrimônio, foram pais
de cinco Religiosas, entre elas, Maria Francisca Teresa, a nossa amada Santa
Teresinha, “a maior Santa dos tempos modernos”, como a chamou S. Pio X.
Dois dias após o
nascimento, isto é, 4 de janeiro de 1873, a menina foi batizada na igreja de
Nossa Senhora. Com apenas três anos de idade, já começou com a idéia de não
recusar coisa alguma que o Bom Deus lhe pedisse. Em 1877 ( Teresa estava com
apenas quatro anos de vida), morre a sua mãe, Zélia Guérin, e seu pai leva a
família a Lisieux, para a casa do Tio Guérin e a família se instala nos
Buissonets (16/11/1877); em 1881, Teresa é matriculada como semi-interna na
Abadia das Beneditinas. Em 1883, sente-se milagrosamente curada, diante da
imagem da Virgem Santíssima que lhe sorrira, de um terrível mal de que fora
levada às portas da morte. No ano seguinte, no dia 8 de maio, recebeu Jesus
pela primeira vez e, a 14 de junho, foi crismada pelo Bispo de Bayeux, Mons.
Hugonin. No dia 29 de maio de 1887, Solenidade de Pentecostes, pede ao pai a
licença de entrar no Carmelo, aos quinze anos de idade. No dia 4 de novembro do
mesmo ano, vai com o pai e a sua irmã Celina, em peregrinação à Roma, passando
por Milão, Veneza e Loreto, tendo a graça de participar de uma audiência com o
Papa Leão XIII (20/11), a quem pediu a permissão de entrar no Carmelo com
quinze anos. O Papa mostrou-se condescendente ao pedido, mas recomendou-lhe que
se dirigisse ao Bispo de Bayeux, Mons. Hugonin que, a 28 de dezembro, deu uma
resposta favorável. No dia 1 de janeiro de 1888, a resposta de Don Hugonin é
transmitida à Teresa. Esta, a 9 de abril de 1888, deixa o convívio do pai e
entra no Carmelo de Lisieux. Começa, para Teresa, a nova e tão desejada vida no
Carmelo de Lisieux: de 9 de abril de 1888 a 10 de janeiro de 1889 faz o
Postulantado, trabalhando na rouparia. De junho a outubro de 1888, toma
conhecimento da triste doença mental que progredia em seu pai, realizando-se
aquela visão que tivera por duas vezes na infância. No dia 10 de janeiro de
1889, recebe o Hábito e começa a trabalhar no refeitório da comunidade. No dia
12 de fevereiro, seu pai é internado no hospital de Caen. No dia 8 de setembro
de 1890, Teresa faz a Profissão Religiosa e no dia 24 do mesmo mês, recebe o
véu, sem a presença de seu pai. Em 1892, no dia 12 de maio, o Sr. Martin, tendo
retornado a Lisieux, visita pela última vez Teresa e, no dia 29 de julho de
1894 falece no castelo de La Musse; nesse mesmo ano Teresa, ficando junto ao
Noviciado, recebe de Madre Inês de Jesus ( sua irmã), a ordem de escrever as
reminiscências de sua infância e, por todo o ano de 1895 redige o Manuscrito A;
compõe, também, em 26 de fevereiro a belíssima poesia “Viver de Amor”. No dia
21 de março, Teresa é confirmada no cargo de Mestra-auxiliar do Noviciado. Na
noite de 2 para 3 de abril de 1896 ( Quinta-Feira Santa), tem a primeira
hemoptise na cela. No dia 5 de abril ( Páscoa), começa para ela a “noite da fé”,
que a acompanhará até à morte. No dia 8 de setembro, está elaborando o
Manuscrito B ( a Jesus). Em 1897, no começo de abril, adoece gravemente. No dia
8 de julho é levada à enfermaria e voltam as hemoptises, até 5 de agosto. No
dia 30 de julho, recebe a Unção dos Enfermos e faz a sua última Comunhão a 19
de agosto . Na quinta-feira, 30 de setembro, às 19,20 horas, Teresa entra na
eternidade, após uma agonia de dois dias. Olhando para o seu crucifixo, disse:
“- Oh! Eu o amo!... Meu Deus... eu vos amo!” Imediatamente, após pronunciar
estas palavras, caiu docemente para trás, a cabeça inclinada à direita. No dia
4 de outubro o seu corpo é levado ao cemitério de Lisieux.
Fato interessante na vida
de Santa Teresinha, é que ela passou como um meteoro por este vale de lágrimas,
parecendo adivinhar que não viveria por muito tempo nesta terra. Teve pressa!
Pressa em entrar no Carmelo, pressa em atingir a mais alta perfeição, pressa
para ensinar-nos o seu “Pequeno Caminho”, do total abandono nas mãos divinas e
de fazer “grandemente as pequenas coisas”, pressa em entregar-se ao Amor e em
oferecer todos os seus sofrimentos pelos missionários e pela salvação das
almas. De Sua parte, Deus também teve pressa em glorificá-la: no dia 7 de março
de 1898, Dom Hugonin, Bispo de Bayeux, permite a impressão de “L’Histoire d’une
Ame”; no dia 30 de setembro do mesmo ano, esgota-se rapidamente a Primeira
edição, de 2.000 exemplares dessa auto-biografia e, em outubro de 1899,
esgotou-se a segunda edição ( tiragem de 4.000 exemplares). De 1899 a 1902,
começam os peregrinos a rezar junto a sua sepultura e operam-se as primeiras
curas e graças. No dia 6 de setembro de 1910, realiza-se no cemitério de
Lisieux a exumação dos restos mortais da Irmã Teresa, com a trasladação para o
novo sepulcro. Em 1921, a 14 de agosto, o Papa Bento XV promulga o Decreto
sobre a heroicidade das virtudes da Venerável Serva de Deus e profere uma
alocução sobre a “Infância Espiritual”. No dia 29 de abril de 1923, o Papa Pio
XI Beatifica a Irmã Teresa do Menino Jesus, chamando-a de “Estrela do seu
Pontificado”. A 17 de maio de 1925, realiza-se a Solene Canonização na Basílica
de São Pedro. Pio XI faz comovente homilia, em presença de 60.000 pessoas. À
noite, na Praça de São Pedro, estão presentes cerca de 500.000 peregrinos. Em
janeiro de 1927 foi feita a publicação de “Novíssima Verba”( Últimos
Colóquios); a 13 de junho, a Festa de Santa Teresinha foi estendida para a
Igreja Universal. A 14 de dezembro, Pio XI proclama Santa Teresa do Menino
Jesus, juntamente com São Francisco Xavier, Patrona Principal de todos os
missionários e das missões existentes em todo o mundo. Em 1944, a 3 de maio,
Pio XII nomeia Santa Teresinha Padroeira Secundária da França, junto com Santa
Joana D’Arc. Reconhecendo a sublime doutrina de seus escritos, o Papa João
Paulo II proclamou-a Doutora da Igreja, a 19 de outubro de 1997. A Basílica de
Santa Teresinha, continua sendo um dos Santuários mais procurados por
peregrinos do mundo inteiro, porque a grande santa atrai a todos pelo seu testemunho
de vida, pelo seu “pequeno caminho”e porque continua cumprindo a promessa que
fez, antes de partir para Deus: “Sinto que a minha missão vai começar. Minha
missão de fazer com que Deus Nosso Senhor seja amado como eu o amo, de dar a
minha trilhazinha às almas. Se Nosso Senhor atender os meus desejos, o meu Céu
passar-se-á na terra, até o fim do mundo. Sim, eu quero passar o meu céu
fazendo o bem sobre a terra”(17 de julho de 1897- “História de uma Alma”,
Epílogo).
A Festa de Santa Teresinha
é celebrada no dia 1. de outubro e, por isso, o mês de outubro é dedicado às
Missões. Nós a temos no número de nossos Patronos Principais, não apenas pelo
seu “pequeno caminho” da santidade, ao qual o Oblato de Cristo Sacerdote deve
se afigurar, na simplicidade, alegria, inocência de vida e amor nas pequeninas
coisas, mas também pela dimensão missionária da Congregação.
VII.4.1- Oração à Santa Teresinha do Menino
Jesus:
Ó Santa Teresinha do
Menino Jesus, branca e mimosa flor de Jesus e de Maria, que embalsamais o Carmelo
e o mundo inteiro com o vosso suave perfume, atraí-nos, e convosco correremos
em seguimento de Jesus, nosso Deus e único Bem, no caminho da renúncia, do amor
e do abandono nas mãos divinas. Ó Santa Teresinha, fazei-nos simples, humildes
e confiantes para com o nosso Pai do Céu. Ah! Não permitais que o ofendamos
pelo pecado, que o contristemos pela desconfiança! Assisti-nos em todos os
nossos perigos e necessidades; socorrei-nos em todas as aflições; alcançai-nos
todas as graças espirituais e temporais, particularmente as que hoje vos
pedimos; valei-nos na vida e na morte. Ó Santa Teresinha, lembrai-vos que
prometestes passar o vosso céu fazendo o bem sobre a terra, sem descanso até
ver completo o número dos eleitos. Ah! Cumpri em nós vossa promessa! Sede nosso
anjo protetor na travessia desta vida e não descanseis até que nos vejais no
Céu, cantando ao vosso lado eternamente as ternuras do amor misericordioso do
Coração Sacerdotal de Jesus. Amém
Santa Teresinha do Menino
Jesus, Padroeira das Missões,
Rogai por nós!
VII.4.2- Novena “das rosas”, em honra de
Santa Teresinha:
Santíssima Trindade, Pai,
Filho e Espírito Santo, eu vos agradeço por todos os favores e todas as graças,
com que cumulastes a alma da vossa serva, Santa Teresinha do Menino Jesus, nos
vinte e quatro anos que passou na terra, e pelos méritos de tão querida Santa,
concedei-me a graça que ardentemente vos suplico, se for para a vossa maior
glória e salvação de minha alma ( pede-se a graça ).
Em seguida, diz-se 24
Glórias, com a Jaculatória: “Santa
Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!”
VII.5- SÃO JOSÉ
MOSCATI, O MÉDICO SANTO.
No dia 25 de julho de
1880, nascia em Benevento, sul da Itália, José Moscati, filho do magistrado
Francisco Moscati e de Rosa de Luca, dos Marqueses de Rosseto, família
profundamente piedosa.
Por força do cargo
paterno, a família teve que se transferir para Nápoles, onde o jovem José fez
os estudos médios no Liceu Vittorio Emanuele, e os cursos superiores
universitários na Faculdade de Medicina de Nápoles, a partir de 1897, com a
idade de 17 anos. Nesta ocasião, fez um voto particular de castidade perpétua,
declarando que desejava seguir a carreira de médico, para nela dar glória a
Deus e salvar almas, pois queria servir a Cristo na pessoa dos enfermos.
Depois de um curso
brilhantíssimo, laureando-se em medicina com sumo louvor, a 4 de agosto de
1904, foi logo nomeado assistente extraordinário dos Hospitais Reunidos de
Nápoles e, pouco depois, Chefe de Clínica do Hospital dos Incuráveis. Em 1911
foi efetivado na chefia dos Hospitais Reunidos. Ao mesmo tempo, o jovem médico
foi constituído Professor Ordinário na Universidade de Nápoles, nos campos de
Investigações de Laboratório aplicadas à Química e de Química aplicada à
Medicina ou Química Médica, em 1919; Era ainda Professor de Química
Fisiológica. Ademais, foi nomeado Livre Docente de Química Médica Geral em
Nápoles, em 1922. Participou, como representante do Governo Italiano, de
Congressos Médicos em Budapeste (1911), em Edimburgo (1923). Distinguiu-se
sempre por seus estudos, pesquisas e publicações médicas de alto nível.
Durante todo esse tempo,
Moscati se celebrizou pelo seu heroísmo: em 1906, quando, da erupção do
Vesúvio, salvou dos escombros os velhinhos albergados no Hospital de Torre del
Greco; e, em 1911, assistindo os atingidos pelo cholera morbus, indo a lugares
os mais perigosos e difíceis.
Dotado de um
extraordinário “olho clínico”, diagnosticava instantânea e acertadamente até os
casos mais complicados, especialmente ao atender enfermos pobres. Recusava, com
freqüência, seus honorários e fazia sempre o possível para que o tratamento dos
enfermos lhes ficasse, financeiramente, o mais leve possível. Na sua caridade,
dava-lhes os medicamentos necessários e, não raro, até o dinheiro para os
adquirir. Quando percebia que um doente não tinha fé, ou nela se enfraquecia,
cuidava dele com extremos de zelo apostólico, buscando a conversão da sua alma
ou o seu maior benefício espiritual. Essa caridade sobrenatural de cunho
apostólico, Moscati a exercia também junto aos seus alunos, aos quais se
prestava intelectual e espiritualmente, bem como até aos seus colegas de
profissão, conquistando-os para Deus.
Em tempos de anárquica
revolta social contra Deus e a sua Igreja, Moscati jamais deixou de dar aberto
e público testemunho de sua fé, com galhardia e alegre entusiasmo. Não sem
razão foi sempre chamado de médico santo, médico pai dos pobres.
Todos esses valores de
ordem natural, intelectual, moral e espiritual, dimanavam, em José Moscati, de
uma única fonte: a sua intensa vida de intimidade com Deus. O programa
registrado por ocasião da sua morte, não foi mais do que a repetição quase
cotidiana de toda a sua vida: Meditação pela manhã, Santa Missa e Comunhão
diária; em seguida, apostólico e piedoso trabalho nos hospitais que dirigia. O
tempo após o almoço até às aulas na Universidade, ocupava-o visitando todos os
dias os doentes. Sempre que podia, visitava o Santuário de Nossa Senhora do
Rosário de Pompei, pois era profunda a sua devoção Mariana.
Foi em plena realização de
um desses programas, que a morte o colheu, encontrando-o serenamente preparado
para o seu definitivo e bem-aventurado
encontro com Deus, a 12 de abril de 1926. Seus restos mortais foram levados à
igreja do Gesù Nuovo, de Nápoles, de onde o esplendor da sua santidade começou
logo a se irradiar sob a forma de favores extraordinários realizados por Deus,
por sua intercessão.
O processo de Canonização
iniciou-se em 1949. No dia 25 de outubro de 1987, o Santo Padre João Paulo II
inscreveu-o no catálogo dos Santos, tecendo-lhe magníficos elogios espirituais,
na homilia então pronunciada na Praça de São Pedro, fixando para 16 de dezembro
a sua Memória Litúrgica.
Nossa Congregação, cujo
carisma assistencial aos Sacerdotes Diocesanos e Bispos enfermos ou anciãos, se
enquadra perfeitamente na espiritualidade de São José Moscati- “quero servir
Jesus Cristo na pessoa dos enfermos”- tem, para estímulo da consagração total a
Deus, magnífico exemplo de fácil imitação, uma vez que é ajustado aos nossos
tempos, às nossas necessidades, ao nosso ambiente.
VII.6- Oração a São José Moscati:
Ó glorioso São José
Moscati que, mesmo aqui nesta vida terrena, já éreis conhecido como “Médico
Santo” e “Pai dos Pobres”, nós vos pedimos que rogueis por nossa Congregação e
por cada um de nós, que vos escolhemos por Patrono, a fim de vos imitar em
vosso amor, espírito de fé e generosidade a serviço dos enfermos. Alcançai-nos
a luz e a força do Espírito Santo, para que possamos servir a Cristo nos
enfermos, especialmente nos Sacerdotes Diocesanos e Bispos, acometidos dos
males físicos e atribulados pelo abandono e solidão, vendo neles a Face de
Cristo Sacerdote. Consegui-nos também a graça da perseverança final em nossa
vocação oblaciana, para um dia, podermos estar convosco no céu, cantando as
glórias de Deus Uno e Trino. Amém.
VII.7. SANTOS
APÓSTOLOS PEDRO E PAULO, COLUNAS DA IGREJA.
Pedro, escolhido por Cristo como
fundamento do edifício eclesial, portador das chaves do Reino dos Céus ( Mt
16,13-19), pastor do rebanho santo ( Jô 21,15-17), confirmador dos irmãos ( Lc
22,32), e na sua pessoa e nos sucessores o sinal visível da unidade e da
comunhão na fé e na caridade.
Paulo, unido ao colégio apostólico pelo
próprio Cristo no caminho de Damasco ( At 9,1-16), instrumento escolhido para levar
seu nome perante os povos ( At 9,15), é o maior missionário de todos os tempos,
o advogado dos pagãos, o Apóstolo dos gentios, aquele que juntamente com Pedro
faz ressoar a mensagem evangélica no mundo mediterrâneo. Ambos selaram com o
martírio em Roma, pelo ano 67, seu testemunho de amor a Cristo. Além do dia 29
de junho, quando são solenemente festejados juntos em seu glorioso martírio,
temos a Festa da Conversão de São Paulo, a 25 de janeiro e a da Cátedra de São
Pedro em Roma, a 22 de fevereiro.
VII.7.1- Oração da Solenidade de 29 de junho:
Ó Deus, que hoje nos concedeis a alegria de festejar São Pedro e São
Paulo, concedei a vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes Apóstolos
que nos deram as primícias da fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém.
VII.8- SÃO MARCOS,
EVANGELISTA.
Marcos era filho de Maria
de Jerusalém, em cuja casa se refugiou Pedro libertado da cadeia (At 12,12).
Colaborou com Barnabé na obra apostólica de Paulo ( Cl 4,10), junto do qual
esteve também no cativeiro de Roma ( Fm 24). Discípulo fiel de Pedro ( “meu
filho”, 1Pd 5,13), escreveu o segundo Evangelho, recolhendo a pregação do
Apóstolo sobre os ditos e fatos de Jesus. Sua festa é no dia 25 de abril.
VII.8.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus,
que concedestes a São Marcos, vosso Evangelista, a glória de proclamar a
Boa-Nova, dai-nos assimilar de tal modo seus ensinamentos, que sigamos
fielmente os caminhos do Cristo, que convosco vive e reina, na unidade do
Espírito Santo. Amém.
VII.9- SÃO FILIPE
E SÃO TIAGO, APÓSTOLOS.
Filipe, seguiu a Jesus como o Messias
anunciado pelas Escrituras e dele comunicou a fé a Natanael ( Jo 1,43-48).
Fez-se porta-voz de alguns gregos que desejavam ver Jesus ( Jo, 12,20-22).
Jesus o convida a reconhecer o Pai, visível no Filho feito homem ( Jo 14,8-11).
Tiago de Alfeu ( Mt 10,3), apelidado o
Menor ( Mc 15,40), era parente do Senhor e foi chefe da comunidade eclesial de
Jerusalém ( At 12,17; 15,13-21; Gl 1,19). O Novo Testamento traz uma carta com
o seu nome. Os dois Apóstolos são comemorados numa só festa, porque, segundo
uma tradição, as suas relíquias foram colocadas sob o altar da Basílica dos
Doze Apóstolos em Roma, no dia de sua dedicação ( 1/05/565). Sua festa é no dia
3 de maio.
VII.9.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus,
vós nos alegrais cada ano com a festa dos Apóstolos São Filipe e São Tiago.
Concedei-nos, por suas preces, participar de tal modo da paixão e ressurreição do vosso Filho, que vejamos
eternamente a vossa Face. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo. Amém.
VII.10- SÃO
MATIAS, APÓSTOLO.
Matias, testemunha do ministério
apostólico, foi agregado ao colégio apostólico após a deserção e a morte de
Judas Iscariotes. Restabeleceu-se, assim, entre a Ascensão e o Pentecostes, o
número de doze que simboliza o novo Israel, convocado dentre os povos ( At
1,15-26). Sua festa é celebrada no dia 14 de maio.
VII.10.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus,
que associastes São Matias ao colégio apostólico, concedei, por sua intercessão,
que, fruindo da alegria do vosso amor, mereçamos ser contados entre os eleitos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
VII.11- SÃO TOMÉ,
APÓSTOLO.
Tomé foi o Apóstolo que expressou
solidariedade a Jesus na última viagem a Jerusalém com as palavras: “Vamos nós
também para morrer com ele”( Jo 11,16). Foi em resposta a sua pergunta, qual o
caminho para o Pai, que o Senhor afirmou: “Eu sou o caminho, a verdade e a
vida”( Jo 14,5-6). Reparou sua incredulidade sobre a ressurreição do Senhor,
com a profissão de fé feita oito dias depois: “Meu Senhor e meu Deus”( Jo
20,24-29). Sua festa é a 3 de julho.
VII.11.1- Oração da Santa Missa: Deus
todo-poderoso, concedei-nos celebrar com alegria a festa do Apóstolo São Tomé,
para que sejamos sempre sustentados por sua proteção e tenhamos a vida pela fé
no Cristo que ele reconheceu como Senhor. Por Nosso senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
VII.12- SÃO TIAGO,
APÓSTOLO.
Tiago, dito o Maior, filho de Zebedeu,
foi chamado por Jesus juntamente com o irmão João. Acolhendo o convite do
Mestre, deixou logo o barco e o pai, tornou-se seu fiel discípulo ( Mt
4,21-22). Foi testemunha privilegiada da ressurreição da filha de Jairo ( Mc 5,37), da transfiguração ( Mt 17,1), da
agonia no Getsêmani ( Mt 26,37). Primeiro mártir entre os Apóstolos, foi
decapitado sob Herodes Agripa nos dias da Páscoa ( At 12,2-3), no ano 44. Sua
Festa é no dia 25 de julho.
Oração da Sta. Missa: Deus
eterno e todo-poderoso, que pelo sangue de São Tiago consagrastes as primícias
dos trabalhos dos Apóstolos, concedei que a vossa Igreja seja confirmada pelo
seu testemunho e sustentada pela sua proteção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
VII.13- SÃO
BARTOLOMEU, APÓSTOLO.
Bartolomeu, de Caná da Galiléia,
mencionado pelos Evangelhos no grupo dos Doze, é identificado com Natanael,
amigo do Apóstolo Filipe; dele disse o Senhor: “Eis um verdadeiro israelita no
qual não há engano”. Às palavras do Mestre, respondeu com a profissão
messiânica: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”( Jo 1, 43-51;
21,2). Três dias depois do chamado de Natanael, celebraram-se as bodas de Cana.
Sua Festa é no dia 24 de agosto.
VII.13.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus,
fortalecei em nós aquela fé que levou São Bartolomeu a seguir de coração o
vosso Filho e fazei que, pelas preces do Apóstolo, a vossa Igreja se torne
sacramento da salvação para todos os povos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...
VII.14- SÃO MATEUS,
APÓSTOLO E EVANGELISTA.
Mateus, o publicano, chamado também de
Levi ( Mc 2,14; Lc 5,27), passou de cobrador de impostos a discípulo do Mestre
que lhe dissera: “Vem e segue-me”(Mt 9,9). O banquete que festejou sua vocação
é o sinal do amor misericordioso de Jesus que chama os pecadores à penitência e
celebra a reconciliação com o Pai ( Lc 5,27-32). No seu Evangelho, redigido
para a comunidade judaico-cristã, o Cristo se manifesta como Mestre e o
Fundador do novo Israel que promulga a justiça nova do Reino dos Céus, centrada
no amor. É o Evangelho da Igreja, constituída sobre a fé de Pedro, chamada a
ser sacramento de reconciliação e de encontro entre Israel e todos os homens.
Sua Festa é a 21 de setembro.
VII.14.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus,
que na vossa inesgotável misericórdia escolhestes o publicano Mateus para
torná-lo Apóstolo, dai-nos, por sua oração e exemplo, a graça de vos seguir e
permanecer sempre convosco. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...
VII.15- SÃO LUCAS,
EVANGELISTA.
Lucas, Evangelista e autor dos Atos dos
Apóstolos, é cognominado “o escritor da mansidão do Cristo”. Paulo o chama
“amado médico” (Cl 4,14), companheiro de
suas viagens missionárias e seu consolador, quando esteve na prisão (Cl 4,11;
Fm 24; 2Tm 4,11). O seu Evangelho apresenta Jesus como o Salvador de todos os
homens; testemunhou também sua misericórdia e amor para com os pobres. No Livro
dos Atos dos Apóstolos traça o retrato ideal da Igreja, perseverante no
ensinamento dos Apóstolos, na caridade fraterna, na fração do pão e na oração (
At 2,42). Sua Festa é a 18 de outubro.
VII.15.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus,
que escolhestes São Lucas para revelar em suas palavras e escritos o mistério
do vosso amor para com os pobres, concedei aos que já se gloriam do vosso nome,
perseverar num só coração e numa só alma, e a todos os povos do mundo ver a
vossa Salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...
VII.16- SANTO
ANDRÉ, APÓSTOLO.
André, já discípulo de João Batista,
seguiu a Jesus, quando o Precursor o apontou como Cordeiro de Deus que tira o
pecado mundo ( Jo 1,35-40). Irmão de Pedro, comunicou-lhe a descoberta do
Messias ( Jo 1,41-42). Ambos foram chamados pelo Mestre à beira do lago para se
tornarem pescadores de homens ( Mt 4,18-19). No prodígio da multiplicação dos
pães, apresenta a Jesus o menino dos cinco pães e dois peixes ( Jo 6,8-9).
Junto com Filipe informa que alguns gregos querem ver Jesus ( Jo 12,20-21).
Crucificado em Patrasso, segundo a tradição, é particularmente venerado na
Igreja grega. Sua Festa é a 30 de novembro.
VII.16.1- Oração da Santa Missa: Nós vos
suplicamos, ó Deus onipotente, que o Apóstolo Santo André , pregador do
Evangelho e Pastor da vossa Igreja, não cesse no céu de interceder por nós. Por
Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
VII.17- SÃO JOÃO,
APÓSTOLO E EVANGELISTA.
João, filho de Zebedeu ( Mc 1,20; Mt
4,21), irmão de Tiago, o Maior ( Lc 5,10), discípulo de João Batista ( Jo
1,35-41), foi um dos primeiros a passar para o seguimento de Jesus. É o
discípulo predileto que, na Última Ceia, reclinou a cabeça no peito de Jesus (
Jo 13,23-25). Testemunha da Transfiguração ( Mt 17,1) e da agonia do Senhor (
Mc 14,33), está presente ao pé da Cruz, onde Jesus lhe confia a Mãe ( Jo
19,26-27). Junto com Pedro, viu o sepulcro vazio e acreditou na ressurreição do
Senhor ( Jo 20,1-9). Evangelista teólogo, penetra profundamente o mistério do
Verbo feito homem, cheio de graça e de verdade ( Jo 1,1-14). Na primeira Carta,
cume de toda a teologia sapiencial, dá-nos a mais alta definição da divindade:
Deus é amor ( 1Jo 4,8). Exilado na ilha de Patmos, foi arrebatado em êxtase no
“Dia do Senhor”( Ap 1,9-10) e teve as visões que descreveu no Apocalipse,
último Livro do Novo Testamento. Sua festa ocorre no dia 27 de dezembro.
VII.17.1- Oração da Santa Missa: Ó Deus,
que pelo Apóstolo São João nos revelastes os mistérios do vosso Filho,
tornai-nos capazes de conhecer e amar o que ele nos ensinou de modo
incomparável. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do
Espírito Santo. Amém.
VII.18- SANTO
TOMÁS DE AQUINO, PRESBÍTERO E DOUTOR DA IGREJA.
Tomás (* Aquino, Frosinone, c.1225 +
Fossanova, Latina, 7/03/1274), da Ordem dos Pregadores (1244), tornou-se mestre
nos centros de estudos de Paris, Orvieto, Roma, Viterbo e Nápoles, imprimindo
ao seu ensinamento uma orientação original e sabiamente inovadora. Em muitas
obras básicas, especialmente na “Summa Theologica”, ele fez a sistematização
genial da doutrina filosófica e teológica haurida da Tradição. Exerceu influxo
determinante sobre o rumo do pensamento filosófico e da pesquisa teológica nas
Escolas dos séculos seguintes. Sua memória ocorre no dia 28 de janeiro.
VII.18.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus,
que tornastes Santo Tomás de Aquino um modelo admirável pela procura da santidade
e amor à ciência sagrada, dai-nos compreender seus ensinamentos e seguir seus
exemplos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...
VII.19- SÃO JOÃO
BOSCO, PRESBÍTERO.
Dom Bosco (* Castelnuovo d’Asti, 1815 - +
Turim, 31/01/1888), grande apóstolo dos jovens, foi para eles pai e guia no
caminho da salvação, pelo método da persuasão, da religiosidade autêntica e do
amor sempre pronto a prevenir em vez de reprimir. Seguindo São Francisco de
Sales, seu método educativo e apostólico se inspira num humanismo cristão que
se inspira nos Evangelhos. Fundou a Congregação dos Salesianos, a Pia União dos
Cooperadores Salesianos e, com Sta. Maria Mazzarello, as Filhas de Maria
Auxiliadora. Sua memória é celebrada no dia 31 de janeiro.
VII.19.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus,
que suscitastes São João Bosco para educador e pai dos adolescentes, fazei que,
inflamados da mesma caridade, procuremos a salvação de nossos irmãos,
colocando-nos inteiramente ao vosso serviço. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...
VII.20-
BEM-AVENTURADO JOSÉ DE ANCHIETA, PRESBÍTERO.
José de Anchieta nasceu a
19 de março de 1534 em Tenerife, nas Ilhas Canárias, pertencentes à Espanha.
Tendo ingressado na Província Portuguesa da Companhia de Jesus, foi enviado às
missões do Brasil. Ordenado Sacerdote em 1566, foi escolhido para Superior da
Comunidade de São Vicente e depois de São Paulo. Dez anos mais tarde, foi
nomeado Provincial de toda a missão no Brasil, revelando-se um Superior cheio
de sabedoria e segurança. Escreveu na língua dos indígenas uma gramática e, depois,
um catecismo. Poeta exímio, deixou-nos as primeiras obras da literatura
brasileira e, pela sua devoção terníssima à Virgem Maria, compôs, nas areias de
Iperoigue, o célebre “Poema à Virgem Maria”, todo em latim. Foi chamado de “O
Apóstolo do Brasil”. Faleceu a 9 de junho de 1597. Foi Beatificado pelo Papa
João Paulo II, a 22/06/1980. Sua memória ocorre no dia 9 de junho.
VII.20.1- Oração da Sta. Missa: Derramai,
Senhor, sobre nós a vossa graça, a fim de que, a exemplo do Bem-aventurado José
de Anchieta, apóstolo do Brasil, sirvamos fielmente ao Evangelho, tornando-nos
tudo para todos, e nos esforcemos em ganhar para vós nossos irmãos no amor de
Cristo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo. Amém.
VII.21- SANTO
ANTONIO DE PÁDUA ( OU DE LISBOA), PRESBÍTERO E DOUTOR DA IGREJA.
Antonio ( Fernando de Bulhões, * Lisboa,
Portugal, 15/08/1195 - + Pádua, Itália, 13/06/1231), depois de intensa vida
ascética junto aos Cônegos Regulares Agostinianos de Coimbra, passou para os Menores
de São Francisco de Assis, com quem se encontrou na Porciúncula (1221).
Pregador do Evangelho, exerceu o seu ministério na Itália do norte e no sul da
França. De sua pregação restam significativos testemunhos em seus escritos
homiléticos. É universalmente venerado pelo povo cristão. Sua memória litúrgica
é celebrada no dia 13 de junho.
VII.21.1- Oração da Sta. Missa: Deus
eterno e todo-poderoso, que destes Santo Antonio ao vosso povo como insigne
pregador e intercessor em todas as necessidades, fazei-nos, por seu auxílio,
seguir os ensinamentos da vida cristã, e sentir a vossa ajuda em todas as
provações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo. Amém.
VII.22- SÃO JOÃO
BATISTA, O PRECURSOR DO SENHOR.
João Batista é o único santo, além da
Mãe do Senhor, de quem se celebra o nascimento segundo a carne. Foi o maior
entre os profetas ( Lc 7,26-28), porque pôde apontar o Cordeiro de Deus que
tira o pecado do mundo ( Jo 1,29-30). Sua vocação profética desde o ventre
materno reveste-se de acontecimentos extraordinários, repletos de júbilo
messiânico, que preparam o nascimento de Jesus ( cf. Lc 1,14.58). João é o
Precursor do Cristo pela palavra e pela vida ( Mc 6,17-29). O batismo de
penitência que acompanha o anúncio dos últimos tempos é figura do Batismo
segundo o Espírito ( Mt 3,11). A sua Natividade é celebrada a 24 de junho e o
seu glorioso martírio a 29 de agosto.
VII.22.1- Oração do dia 24/06: Concedei,
Deus todo-poderoso, que a vossa família siga pelo caminho da salvação, e,
atenta às exortações de São João Batista, chegue ao Redentor que ele anunciou.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo...
VII.22.2- Oração do dia 29/08: Ó Deus,
quisestes que São João Batista fosse o Precursor do nascimento e da morte do
vosso Filho; como ele tombou na luta pela justiça e a verdade, fazei-nos também
lutar corajosamente para testemunhar a vossa palavra. Por Nosso Senhor...
VII.23- SANTA
PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS, VIRGEM.
Amabile Lucia Visitainer, nasceu
em Vigolo Vattaro, no Trentino, a 16 de dezembro de 1865, de família piedosa,
com 14 irmãos e, com dez anos de idade imigrou para o Brasil juntamente com os
seus pais, para o Estado de Santa Catarina, para um lugar onde se concentraram
cerca de 109 trentinos, que recebeu o nome de Vigolo, na região de Nova Trento.
Juntamente com duas outras amigas, começou a cuidar de uma senhora com câncer.
As obras caritativas de Amabile e suas auxiliares se expandem e, em 1895, são
reconhecidas canonicamente pelo bispo de Curitiba, dando início assim ao
Instituto das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Como consagrada, muda o seu
nome para Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Em 7/12/1894, o Bispo Dom
José de Camargo Barros, antes de deixar Nova Trento, recomendou ao jesuíta Pe.
Rossi que cuidasse da obra iniciante e, com isso, a Congregação prosperou. Irmã
Paulina foi vítima de falsas acusações que a fizeram sofrer em silêncio, sem se
defender, passando o resto de sua vida no anonimato (por 33 anos), trabalhando
humildemente como qualquer outra Religiosa da Congregação, na Santa Casa de
Bragança Paulista. Entretanto, com espírito de oração e de grande humildade,
cumprindo com perfeição o dever de seu estado, deixou-nos o exemplo de
confiança inabalável em Deus e no auxílio da Virgem Imaculada. No cinqüentenário
da Fundação (12/07/1940), concluiu seu edificante testamento espiritual e
disse: “Está terminada minha missão. Morro contente”. Dois anos mais tarde,
após dois meses de doença grave, expirou santamente, com 76 anos e meio, no dia
9 de julho de 1942. Foi Beatificada por João Paulo II em Florianópolis, no dia
18 de outubro de 1991. Foi canonizada na Praça de São Pedro, por João Paulo II
VII.23.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus,
ouvi a nossa súplica, para que, alegrando-nos com a festa da virgem Santa
Paulina do Coração Agonizante de Jesus, aprendamos a vos servir com amor. Por
Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
VII.24- SÃO BENTO,
ABADE.
São Bento ( * Núrcia, c.480 - +
Montecassino, c. 547), é o Patriarca do monaquismo ocidental. Após um período
de solidão perto da gruta de Subiaco, passou para a vida cenobítica, primeiro
em Subiaco, depois em Montecassino. Sua Regra, que resume a tradição monástica
oriental, adaptada com sabedoria ao mundo latino, abre novo caminho à
civilização européia, após o declínio da civilização romana. Nesta nova escola
de serviço do Senhor, tem parte determinante a leitura meditada da Palavra de
Deus e o louvor litúrgico, alternados com os ritmos do trabalho, em clima
intenso de caridade fraterna e de serviço recíproco. Paulo VI proclamou-o
padroeiro da Europa ( 24/10/1964). Sua memória é celebrada a 11 de julho.
VII.24.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus,
que fizestes do abade São Bento preclaro mestre na escola do vosso serviço,
concedei que, nada preferindo ao vosso amor, corramos de coração dilatado no
caminho dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...
VII.24.2-Oração a São Bento, para pedir uma
graça.
Ó glorioso Patriarca São
Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que,
também nós, recorrendo a vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em
todas as nossas aflições; que nas famílias reine a paz e a tranqüilidade; que
se afastem todas as desgraças, tanto corporais como espirituais, especialmente
o pecado. Alcançai-nos do Senhor a graça pela qual suplicamos ... e obtende-nos
, finalmente, ao terminar a nossa vida neste vale de lágrimas, depois de uma
boa morte, possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso. Amém.
V/- Rogai por nós, ó
glorioso São Bento,
R/- Para que sejamos
dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Que a intercessão
do Bem-aventurado Patriarca São Bento nos seja uma recomendação, Senhor, para
podermos obter o que dos nossos merecimentos não ousamos esperar. Por Jesus
Cristo, nosso Senhor. Amém.
VII.24.3- Oração a São Bento, para obter uma
santa morte.
Ó Deus que, com tantos e
tamanhos privilégios honrastes a preciosa morte do glorioso patriarca São
Bento, concedei, assim vo-lo pedimos, que, à hora da nossa morte, sejamos
livres das ciladas dos inimigos, pela presença daquele cuja memória celebramos.
Por nosso Senhor Jesus Cristo...
VII.25- SÃO
JOAQUIM E SANT’ANA, PAIS DE NOSSA SENHORA.
Os nomes dos pais de Maria
Santíssima, são conhecidos por intermédio do apócrifo “Proto-evangelho de
Tiago” (séc. II). O culto de Sant’Ana é documentado no Oriente no séc. VI, no
Ocidente no séc. X; o de São Joaquim no séc. XIV. São recordados no dia 26 de
julho.
VII.25.1- Oração da Santa Missa: Senhor,
Deus de nossos pais, que concedestes a São Joaquim e Sant’Ana a graça de darem
a vida à Mãe do vosso Filho Jesus, fazei que, pela intercessão de ambos,
alcancemos a salvação prometida a vosso povo. Por Nosso Senhor...
VII.25.2- Oração a São Joaquim e Sant’Ana.
Ó meus queridos avós,
Sant’Ana e São Joaquim, que pela santidade que Deus Onipotente vos deu, vos
tornastes os dignos progenitores de Maria Imaculada, Mãe de Deus Encarnado e
Nossa Mãe, vinde em meu socorro nesta necessidade e aflição ( fazer o pedido).
Entrego a minha causa nas vossas mãos e confio no vosso carinhoso amor. Tenho a
certeza de que não é em vão que ponho em vós as minhas esperanças e sei que
fareis por mim melhor do que vos peço, tendo sempre em vista a glória de Deus e
o bem da minha alma. Amém.
Sant’Ana e São Joaquim,
rogai por mim!
( Três Gloria Patri, em
ação de graças pelos dons e privilégios concedidos por Deus a São Joaquim e à
Sant’Ana).
VII.26- SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO, BISPO
E DOUTOR DA IGREJA.
Afonso ( * Nápoles, 1696 - + Nocera de
Pagani, Salerno, 1/08/1787), já advogado no foro de Nápoles, deixou a toga pela
vida eclesiástica. Fundador dos Redentoristas ( 1732), empenhou-se, com grande
zelo, nas missões populares; dedicou-se aos pobres e aos doentes; foi mestre de
ciências morais – para as quais se inspirou em critérios de prudência pastoral,
fundada na procura sincera e objetiva da verdade -, sensível, porém, às
necessidades e às situações das consciências. Compôs escritos ascéticos de
grande repercussão; poeta e músico, cantou com grande elevação o mistério da Encarnação.
Apóstolo do culto à Eucaristia e à Virgem Maria, levou os fiéis à meditação dos
novíssimos, à oração e à vida sacramental. Foi feito Bispo de Santa Ágata dos
Godos (1762-1775),onde exerceu uma belíssima ação pastoral. Sua memória é
celebrada no dia 1. de agosto.
VII.26.1- Oração da Santa Missa: Ó Deus,
que suscitais continuamente em vossa Igreja novos exemplos de virtude, daí-nos
seguir de tal modo os passos do bispo Santo Afonso Maria, no zelo pela salvação
de todos, que alcancemos com ele a recompensa celeste. Por Nosso Senhor Jesus
Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
VII.27- SÃO
MAXIMILIANO MARIA KOLBE, PRESBÍTERO E MÁRTIR.
Maximiliano Maria Kolbe entrou
para o elenco dos santos com o título de sacerdote e mártir. Seu testemunho
ilumina com luz pascal o horroroso mundo dos campos de concentração. Nasceu na
Polônia em 1894; consagrou-se ao Senhor, na família franciscana dos Menores
Conventuais. Grande devoto da Virgem Santíssima, fundou a “Milícia da
Imaculada”e desenvolveu, através da palavra e dos seus escritos, intenso
apostolado missionário na Europa e na Ásia. Deportado para Auschevitz durante a
segunda guerra mundial, num ímpeto de caridade ofereceu sua vida de sacerdote
em troca da vida de um pai de família, seu companheiro de prisão. Morreu no
“bunker” da fome, após terem-lhe aplicado uma injeção venenosa, aos 14 de
agosto de 1941. João Paulo II chamou-o de “Patrono de nosso difícil século”.
Sua memória é celebrada no dia 14 de agosto.
VII.27.1- Oração da Sta. Missa- Ó Deus,
inflamastes São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir, com amor à Virgem
Imaculada e lhe destes grande zelo pastoral e dedicação ao próximo.
Concedei-nos, por sua intercessão, que trabalhemos intensamente pela vossa
glória no serviço do próximo, para que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho
até a morte. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo. Amém.
VII.28- SÃO
BERNARDO, ABADE E DOUTOR DA IGREJA.
Bernardo ( * Dijon, França, 1090 - +
Claraval- Clairvaux, 20/08/1153), após Roberto, Alberico e Estevão, foi pai da
Ordem Cisterciense. A obediência e o bem da Igreja impeliram-no freqüentemente
a deixar o silêncio monástico, para dedicar-se às mais graves questões
político-religiosas de seu tempo. Mestre de direção espiritual, deixa em seus
sermões de comentário à Bíblia e à liturgia um excepcional documento de
teologia monástica tendente, mais que à ciência, à experiência do mistério.
Inspirou piedosa afeição à humanidade de Cristo e à Virgem Mãe. Sua memória se celebra
no dia 20 de agosto.
VII.28.1- Oração da Sta. Missa:- Ó Deus,
que fizestes do abade São Bernardo, inflamado de zelo pela vossa casa, uma luz
que brilha e ilumina a Igreja, dai-nos, por sua intercessão, o mesmo fervor
para caminharmos sempre como filhos da luz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...
VII.29- SÃO PIO X,
PAPA.
José Sarto ( * Treviso, Itália, 1835
- + Roma, 20/08/1914), Bispo de Mântua ( 1884) e Patriarca de Veneza ( 1893),
sobe à cátedra de Pedro com o nome de Pio X. É o Pontífice que em seus escritos
afirmou que a participação nos santos mistérios é a fonte primeira e
indispensável da vida cristã. Defendeu a integridade da doutrina da fé,
promoveu a comunhão eucarística também das crianças, encaminhou a reforma da
legislação eclesiástica, ocupou-se positivamente com a questão romana ( entre o
governo italiano e a Santa Sé), e com a Ação Católica, cuidou da formação dos
sacerdotes, mandou elaborar um novo catecismo, favoreceu o movimento bíblico,
promoveu a reforma litúrgica e o canto sacro. Sua memória ocorre no dia 21 de
agosto.
VII.29.1- Oração da Sta Missa: Ó Deus,
que para defender a fé católica e restaurar todas as coisas em Cristo,
cumulastes São Pio X de sabedoria divina e coragem apostólica, fazei-nos
alcançar o prêmio eterno, dóceis às suas instruções e exemplos. Por Nosso
Senhor...
VII.30- SÃO
JANUÁRIO, BISPO E MÁRTIR.
Januário, Bispo de Benevento, sofreu o
martírio em Pozzuoli ( Nápoles) por volta do ano 305, sob Diocleciano. Suas
relíquias estão conservadas no tesouro da igreja de Nápoles e tornou-se famosa
a liquefação do seu sangue , que é testemunhada desde o ano de 1389.Sua memória
ocorre no dia 19 de setembro.
VII.30.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus,
que nos concedeis celebrar a memória do vosso mártir São Januário, dai que nos
alegremos com ele na eterna bem-aventurança. Por Nosso...
VII.31- SÃO
VICENTE DE PAULO, PRESBÍTERO.
Vicente ( * Pouy, perto de Dax, França,
1581 - + Paris, 27/09/1660), sacerdote, pároco, dedicou-se primeiro à
evangelização das populações rurais, foi capelão das galeras e apóstolo da
caridade entre os pobres, doentes e sofredores. Na sua escola se formaram
sacerdotes, religiosos e leigos, que foram os animadores da Igreja na França, e
sua voz se fez intérprete dos direitos dos humildes junto aos poderosos. Promoveu
uma forma simples e popular de evangelização. Fundou os Padres da Missão
(Lazaristas, 1625) e, junto com Santa Luísa de Marillac, as Filhas da Caridade
( 1633). Promoveu a formação dos futuros Sacerdotes e os Retiros Espirituais
para o Clero. Sua memória se celebra no dia 27 de setembro.
VII.31.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus,
que, para socorro dos pobres e formação do clero, enriquecestes o presbítero
São Vicente de Paulo com as virtudes apostólicas, fazei-nos, animados pelo
mesmo espírito, amar o que ele amou e praticar o que ensinou. Por Nosso...
VII.32- BEATOS
ANDRÉ SOVERAL, AMBRÓSIO FRANCISCO FERRO, MATEUS MOREIRA e COMPANHEIROS,
MÁRTIRES.
André Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, sacerdotes missionários no nordeste do Brasil no século
XVII, foram martirizados pelos invasores holandeses, junto com mais 28
cristãos, entre os quais Mateus Moreira, enquanto celebravam a Eucaristia, em 1645. Estes são
os primeiros mártires do Brasil. Sua memória: dia 3 de outubro.
VII.32.1- Oração da Sta. Missa: Deus de
misericórdia, aumentai em nós a fé que, conservada à custa do próprio sangue,
glorificou vossos mártires ANDRÉ E Ambrósio Francisco. Dai-nos também ser
santificados, pela vivência da mesma fé. Por Nosso Senhor...
VII.33- SANTA
TERESA D’ÁVILA, VIRGEM E DOUTORA DA IGREJA.
Teresa ( * Ávila, Espanha, 1515 - +
Alba de Tormes, 15/10/15820, mulher dotada de extraordinários dons, tanto de
espírito quanto de coração, entrou aos vinte anos no Carmelo de Ávila, onde
concebeu e realizou a reforma que recebeu o seu nome. Uniu à mais alta
contemplação uma intensa atividade como reformadora de toda a Ordem Carmelita.
Depois do mosteiro de São José em Ávila, dedicou-se a outras fundações e
estendeu a reforma também ao ramo masculino, com o auxílio de São João da Cruz.
(1542-1591). Fiel à Igreja, no espírito do Concílio de Trento, contribuiu para
a renovação da comunidade eclesial. Deixou em seus escritos de espiritualidade
um documento de profunda experiência mística. Paulo VI declarou-a Doutora da
Igreja a 27/09/1970. Sua memória: 15 de outubro.
VII.33.1- Oração da Sta. Missa: Ó Deus,
que pelo vosso Espírito fizestes surgir Santa Teresa para recordar à Igreja o
caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste
e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por Nosso Senhor...
VII.34- SANTA
EDVIGES, RELIGIOSA.
Edviges ( * Andechs, Baviera, c. 1174 - +
Trebniz, Polonia, 15/10/1243), duquesa de Silesia e Polonia e mãe de sete
filhos, viveu sua experiência familiar na prática intensa da fé, da oração e da
caridade. Após a morte de seis filhos e do marido, entrou no mosteiro
cisterciense de Trebniz, do qual era abadessa a sua filha. Sua memória: 16 de
outubro.
VII.34.1- Oração da Sta. Missa: Nós vos
pedimos, ó Deus onipotente, que a intercessão de Santa Edviges nos obtenha a
graça de imitar o que nela admiramos, pois a humildade de sua vida serve de
exemplo para todos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho...
VII.35- BEATO
ANTONIO DE SANT’ANA GALVÃO (FREI GALVÃO), RELIGIOSO.
Frei Galvão ( * Guaratinguetá, SP, 1739
- + São Paulo, 23/12/1822), é o primeiro Bem-aventurado nascido em terras
brasileiras. Ingressou no noviciado franciscano em Macacu, RJ, a 15/04/1760. Em
16/04/1761, fez a sua Profissão Religiosa; foi ordenado sacerdote no Rio de
Janeiro, em julho de 1762. No mesmo ano, foi transferido para São Paulo, onde,
a 2 de fevereiro de 1774 fundou o Convento de Nossa Senhora da Luz. Exerceu
intensa atividade de pregador, de confessor e diretor espiritual, dedicado à
caridade para com os pobres e sofredores. Foi beatificado por João Paulo II em
25 de outubro de 1998. Sua memória: 25/10.
VII.35.1- Oração da Sta. Missa: Deus, Pai
de misericórdia, que fizestes do Beato Frei Galvão um instrumento de caridade e
de paz no meio dos irmãos, concedei-nos, por sua intercessão favorecer sempre a
verdadeira concórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo...
VII.36- SANTA
CATARINA LABOURÉ, VIRGEM.
Zoe Labouré nasceu a 2 de maio de
1806, na Cote d’Or, perto de Tijon, na França. Desde pequena queria consagrar-se
a Deus, mas como a mãe lhe tivesse morrido muito cedo, o pai julgou não poder
deixar a filha ir ao Convento. Para retê-la no mundo, enviou-a a Paris, mas a
jovem ainda mais se desgostou das vaidades da grande cidade e o pai, vendo que
ela era firme na vocação religiosa, consentiu que entrasse no convento das
Vicentinas ( Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo), cuja casa maior se
acha na Rue du Bac. Estava então com 24 anos de idade, quando começou o
Noviciado, assumindo o nome de Catarina. Muito humilde e unida a Deus, era
ternamente devotada à Santíssima Virgem, a quem escolhera por Mãe, desde que se
tornou órfã. Ardia em desejos de ver Nossa Senhora e instava com o seu Anjo da
Guarda para que lhe alcançasse este favor. Não foi baldada a sua esperança. No
ano de 1830 a Mãe de Deus lhe apareceu por três vezes. De 18 para 19 de julho,
o seu Anjo a despertou e a fez ir à Capela e logo a Virgem Santíssima veio ao
seu encontro, sentou-se na cadeira do sacerdote e a jovem se ajoelhou ao seu
lado, apoiando as mãos em seus joelhos e ali ficou, ouvindo Nossa Senhora por
longo tempo. A mais importante das aparições se deu no dia 27 de novembro de
1830, sábado antes do primeiro domingo do Advento. Nesse dia, estando a jovem
noviça na oração da tarde, a Virgem Imaculada se lhe mostrou, primeiro junto ao
arco do cruzeiro, do lado direito da Capela ( onde, atualmente está a urna com
o corpo incorrupto da Santa), e depois, por detrás do sacrário, no altar-mor. A
Mãe de Deus, sobre o globo, tendo uma serpente sob os pés, abriu as mãos, cujos dedos se cobriram de anéis com pedras
preciosas de extraordinária beleza, de onde se desprendiam raios luminosos para
todos os lados, símbolo das graças que Deus concede, pela intercessão de Sua
Mãe. Em torno da Virgem, formou-se em oval um letreiro: “Ó Maria, concebida sem
pecado, rogai por nós, que recorremos a vós”. Logo em seguida, a Santa viu como
que o “reverso da medalha”: O “M”de
Maria, entrelaçado com uma Cruz, circundado de doze estrelas e, debaixo, os SS.
Corações de Jesus e de Maria. A Noviça recebeu a ordem de mandar cunhar
medalhas com estas figuras, com a promessa de quem as usar ao pescoço terá uma
especial proteção da Mãe de Deus. É a “Medalha Milagrosa”que, divulgada
rapidamente por Gregório XVI e, principalmente pelo Beato Pio IX ( após o Dogma
da Imaculada), tornou-se conhecida no mundo inteiro pelos favores concedidos
pela intercessão da Mãe de Deus. Catarina , após as aparições, foi trabalhar em
um hospital em Paris por 45 anos, na simplicidade e humildade de uma simples
Irmã, Filha da Caridade. Estava com 71 anos de idade, quando o Senhor a chamou
para a alegria celeste, no dia 31 de dezembro de 1876. Foi beatificada por Pio
Xi, a 28 de maio de 1933 e Pio XII a canonizou a 27 de julho de 1949. Sua
memória é no dia 31/12.
VII.36.1- Ó
Pai de Misericórdia, que escolhestes a vossa humilde serva Catarina
Labouré para ser a Mensageira da Virgem Imaculada e, por meio dela, destes aos
vossos filhos a Medalha Milagrosa, sinal de especial proteção da Mãe de vosso
Filho, concedei-nos, pela intercessão e preces de Santa Catarina, e pela fiel
devoção à Virgem Santíssima, de perseverar em nossa augusta vocação. Por
Cristo, Senhor Nosso. Amém.