2. O CARISMA E A ESPIRITUALIDADE DE NOSSA CONGREGAÇÃO

 


 

Cada Família Religiosa tem um “DOM” a oferecer no seio da Santa Igreja. Este “DOM”, (do grego “KARES”), é a dimensão que cada Fundador põe em relevo de Cristo nos Evangelhos e a aplica a serviço do Reino de Deus. É precisamente o “Carisma” que distingue uma Congregação de outra e, ao mesmo tempo, seguindo a moção do Espírito Santo,  colabore com ele à Igreja, para que seja em todos os sentidos o “Sacramento Universal da Salvação” e atenda a todas as necessidades de seus filhos. Olhando nossos carismas, devemos, portanto, ver a nossa identidade de “Oblatos” e é preciso estar atentos à inspiração original e aos apelos do nosso tempo, para perseverarmos na fidelidade criativa e dinâmica, dentro de nosso “lugar” na Igreja.

No seguimento de Cristo e no amor pela sua Pessoa, existem alguns pontos referentes ao crescimento da santidade na vida consagrada, que atualmente merecem ser colocados em particular evidência.

Antes de mais, exige-se a fidelidade ao carisma de fundação e sucessivo patrimônio espiritual de cada Instituto. Precisamente nessa fidelidade à inspiração dos fundadores e fundadoras, dom do Espírito Santo, se descobrem mais facilmente e se revivem com maior fervor os elementos essenciais da vida consagrada. Na verdade, cada carisma tem, na sua origem, um tríplice encaminhamento: primeiro, encaminhamento para o Pai, no desejo de procurar filialmente a sua vontade através de um processo contínuo de conversão, no qual a obediência é fonte de verdadeira liberdade, a castidade exprime a tensão de um coração insatisfeito com todo o amor finito, a pobreza alimenta aquela fome e sede de justiça que Deus prometeu saciar (cf. Mt 5,6). Nesta perspectiva, o carisma de cada Instituto impelirá a pessoa consagrada a ser toda de Deus, a falar com Deus ou de Deus – como diz S. Domingos-  para saborear como o Senhor é bom ( cf. Sl 34/33,9), em todas as situações.

Os carismas da vida consagrada implicam também um encaminhamento para o Filho, com quem induzem a cultivar uma íntima e feliz comunhão de vida, na escola do seu serviço generoso a Deus e aos irmãos. Deste modo, “o olhar, progressivamente cristificado, aprende a separar-se da exterioridade, do turbilhão dos sentidos, isto é, de tudo aquilo que impede ao homem aquela suave disponibilidade a deixar-se dominar pelo Espírito”, e permite assim partir em missão com Cristo, trabalhando e sofrendo com ele na difusão do Reino.

Todo carisma comporta, enfim, um encaminhamento para o Espírito Santo, enquanto dispõe a pessoa a deixar-se guiar e sustentar por ele, tanto no próprio caminho espiritual como na vida de comunhão e na ação apostólica, para viver naquela atitude de serviço que deve inspirar toda opção de um autêntico cristão.

Com efeito, é sempre esta tríplice relação que transparece em cada carisma de fundação, naturalmente com os traços específicos dos vários modelos de vida, precisamente pelo fato de predominar naquele “um profundo ardor do espírito de se configurar com Cristo, para testemunhar algum aspecto do seu mistério”aspecto esse que se há-de encarnar e desenvolver na mais genuína tradição do Instituto, segundo as Regras, as Constituições e os Estatutos”(Vita Consecrata, 36).

Todo carisma tem duas dimensões: o que somos e o que fazemos.

Nosso primeiro carisma é a “OBLAÇÃO”, isto é, a oferta de nós mesmos a Cristo Sacerdote, pelos Seus Sacerdotes e Bispos. A expressão “OBLAÇÃO” sintetiza as duas dimensões (o que somos e o que fazemos): a mística que nos anima e a nossa ação evangelizadora. A “OBLAÇÃO” é o cerne de nossa espiritualidade. Somos “OBLATOS”. O nosso nome recorda as palavras do próprio Verbo, quando se fez carne: “Hostiam, et oblationem noluisti: corpus autem aptasti mihi: holocautomata pro peccato non tibi placuerunt. Tunc dixi: Ecce venio: in capite libri scriptum est de me: Ut faciam, Deus, voluntatem tuam” (Tu não quiseste sacrifício e oferenda. Tu, porém, formaste-me um corpo. Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não foram do teu agrado. Por isso eu digo: Eis-me aqui – no rolo do livro está escrito a meu respeito – eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade”- Hb 10,7-8). Esta expressão está em nossas Constituições. Faz de nossa obediência um ato de oblação, configura a nossa vida com a de Cristo Sacerdote, que Se oferece ao Pai em resgate por nossos pecados. Portanto, o Oblato de Cristo Sacerdote deve ser reconhecido por todos os seus gestos, que devem provir da união com a oblação de Cristo e que marcam todo o seu ser: disponibilidade, amor à presença de Jesus na Eucaristia, amor à Igreja onde Cristo Ressuscitado continua a Sua ação sacerdotal, oferecendo-se continuamente ao Pai, amor e dedicação total a Cristo em Seus Sacerdotes, vendo neles a Face do Senhor. Na V ESTAÇÃO da Via Sacra, composta por nosso Fundador, pedimos à Virgem Ssma. Das Vitórias: “... obtende-me a graça de ser um verdadeiro CIRENEU de Jesus Cristo Sacerdote, como humilde colaborador dos Bispos e Sacerdotes, na Obra da Redenção”. Nestas palavras se acha a missão do Oblato de Cristo Sacerdote: CIRENEU dos Sacerdotes e Bispos.

Nossa “OBLAÇÃO” deve ir além de qualquer serviço prestado aos sacerdotes: deve ser a oferta de nós mesmos pela santificação do Clero. Devemos ser hóstias vivas pelos Sacerdotes!

Temos, depois a dimensão do que fazemos:

1) - assistir aos Sacerdotes e Bispos enfermos ou anciãos - este é o nosso “Carisma mais nobre”, que a Congregação vem exercendo desde a sua fundação. Não se trata apenas de cuidar dos Sacerdotes enfermos ou anciãos como “enfermeiros profissionais”. Devemos ver neles a Face Sacrossanta de Cristo Sacerdote. Isto, o nosso Fundador pôs em relevo em nossas Constituições. Está mesmo no âmago da espiritualidade oblaciana. Deve estar também ao centro da Formação Permanente de cada Oblato;

2) - prestar auxílio Pastoral aos Senhores Bispos e Sacerdotes, onde formos solicitados, de preferência em paróquias de meios rurais e pobres, onde muitos não querem ir. Ajudar na Catequese, Encontros, Movimentos de Igreja, Cursos, enfim, em todos os trabalhos pastorais;

3) - promover Missões Populares e, se necessário, trabalhar nas missões “ad gentes”, para isso, é preciso uma preparação mais especializada;

4) - para o futuro, colaborar na formação dos Sacerdotes e na Espiritualidade do Clero, esta é uma das grandes esperanças da Congregação, com o seu lugar florescendo na primavera da Igreja. Para que atinjamos esta realidade, é mister uma oração contínua e a preparação adequada.

 

3. ESPIRITUALIDADE

 

Dos nossos CARISMAS decorre a ESPIRITUALIDADE OBLACIANA: Como rezam as nossas Constituições, a nossa Espiritualidade é substancialmente Cristocêntrica e acentuadamente Marial.

Porque substancialmente cristocêntrica e acentuadamente Mariana, a Espiritualidade dos OCS deve levá-los constantemente a se embrenharem pelo caminho da santidade, empenhando-se cada um por adquirir um conhecimento mais e mais profundo da Pessoa adorável e sacerdotal de Jesus Cristo, a fim de servi-lo melhor, sob a guia maternal de Maria, roteiro seguro que leva às inesgotáveis riquezas do Divino Coração de seu Filho (Cód. Compl. Geral, 6).

Continua o Código Complementar Geral, Art. 7, 1 e 2, a dizer em que sentido a nossa piedade é cristocêntrica e marial:

a)       amor crescente a Jesus na Eucaristia, tratando-o como Amigo e Confidente de todas as horas, visitando-o com freqüência e fazendo-se às segundas e quintas-feiras  as Vigílias Eucarísticas, nas quais se reze especialmente pelos Bispos e Sacerdotes defuntos e pelas intenções da Santa Igreja, do Papa, da Congregação;

b)       a celebração da Eucaristia, centro de nossa espiritualidade e objeto de todo o carinho na preparação da Liturgia da Missa de cada dia;

c)       Liturgia das Horas - orar com a Igreja e em nome da Igreja; empreguem-se todos os mais generosos esforços para que a Liturgia das Horas seja uma oração comum, edificante e santificadora;

d)       tenha-se sempre presente a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, não apenas nos eventos litúrgicos, mas na celebração comunitária do exercício da Via-Sacra às sextas-feiras;

e)       haja, outrossim, práticas de desagravo à Sagrada Face de Jesus às terças-feiras, devoção que nos recorda a presença de Deus em nossas almas e a necessidade de ver Cristo Sacerdote nos Bispos e Sacerdotes.

Quanto à piedade acentuadamente Mariana, assim se expressa o Código Complementar Geral, art. 7, *2:

“Procurem todos os OCS imitar a Virgem Santíssima, Mãe e Modelo de perfeição evangélica, “considerando a Palavra de Deus em seus corações” abertos às inspirações do Alto e repetindo em suas vidas o “Sim” de Maria. Sigam Maria em seu caminho de fé, especialmente através da reza do Rosário e das Ladainhas Lauretanas, bem assim da reza do Ângelus ao meio dia e às seis horas da tarde, ao toque das Ave- Marias. Que essa devoção a Maria se traduza – em termos pessoais íntimos – no desejo ardente alimentado na oração suplicante, de conhecer cada vez mais e melhor, a estatura espiritual e singular da Bendita Mãe de Deus e nossa; esforcem-se os Superiores de todas as Casas e pequenas Comunidades por formar climas propícios ao desenvolvimento dessa devoção, garantia de perseverança individual, de proteção e defesa da Congregação”.

 

4. POR QUE “CONGREGAÇÃO DOS OBLATOS DE CRISTO SACERDOTE?”

 

Desde o tempo de seminarista, o nosso Fundador, Pe. Januário Baleeiro de Jesus e Silva, OCS, notara como não era muito conhecida a devoção a Cristo como “SACERDOTE DO PAI”.

Certamente foi o Espírito Santo que o inspirou a instituir na Igreja uma Família Religiosa, com o nome de Congregação dos Oblatos de Cristo Sacerdote.

Antes de tudo, somos “Congregação”, isto é, a união de tantas pessoas, num só coração e numa só alma, para um “ideal”, dentro da Vida Consagrada. A palavra “Congregação” lembra “Família”, lembra “Comunhão”. Há um ideal que nos une e nos deve unir sempre mais, na intimidade do Coração Sacerdotal de Jesus.

“OBLATOS” - aqueles que se oferecem, como hóstias sobre o altar, ou, na figura que nos é muito cara e que vem representada em nosso brasão, como a vela que se consome, iluminando ainda mais com sua luz derradeira. Ao falarmos de “CARISMA”, pusemos umas informações sobre a palavra “OBLAÇÃO”.

 

...DE CRISTO SACERDOTE

 

Aprendemos do nosso Fundador, a ver Jesus Cristo como o SUMO E ETERNO SACERDOTE DO PAI. Procuramos, não apenas conhecê-lo sob esta dimensão única, mas unir-nos ao Coração Sacerdotal de Jesus, em sua oblação perene ao Pai pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo inteiro e, de modo todo particular, pela santificação do Clero.

                A Carta aos Hebreus, capítulos de 3 a 10, traz toda uma teologia sobre o Sacerdócio de Cristo Jesus, do qual participa o sacerdócio católico. Na preparação para o Jubileu de Ouro da Congregação (25-03-2005), estamos procurando penetrar sempre mais no conhecimento deste Sacerdócio, pois está no coração da Espiritualidade e Carisma Oblacianos.

No Santo Retiro realizado em nossa Casa Geral, de 7 a 11 de julho pp., pregado por Dom Antonio Afonso de Miranda, Bispo Emérito de Taubaté, SP, refletimos sobre o Sacerdócio Eterno de Jesus e a nossa comunhão com ele; no próximo janeiro de 2004 teremos a reciclagem teológico-pastoral para toda a Congregação e, mais uma vez, procuraremos fazer como o Discípulo amado: recostar nossa fronte junto ao Coração Sacerdotal de Jesus. É este o tributo que mais identifica a Encarnação do Verbo, a missão Messiânica de Jesus. Ele mesmo identificou Sua missão messiânica como sacerdotal, aplicando a si as palavras de Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor” ( Is 61,2 e Lc 4,18). Conhecendo sempre melhor Jesus Cristo como Sacerdote, poderemos servi-lo com crescente entusiasmo, amor, generosidade, na pessoa dos Bispos e Sacerdotes Diocesanos.

 

5. NOSSA SENHORA DAS VITÓRIAS, MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS

 

A nossa Congregação nasceu com o nome de “Legião dos Oblatos de Jesus Cristo Sacerdote e de Nossa Senhora das Vitórias”, conforme vem no título do esboço das Primeiras Constituições.

Por que “Nossa Senhora das Vitórias”?

Infelizmente, nunca perguntamos ao nosso Fundador o porque da escolha deste título e, assim, podemos fazer algumas conjecturas:

1) - o nosso Fundador, Pe. Januário Baleeiro de Jesus e Silva, OCS, vem da Amazônia, onde os portugueses trouxeram a devoção à Mãe de Deus, sob este título. Também no nordeste brasileiro, é muito popular esta devoção. Em Portugal, vem da vitória dos portugueses sobre os castelhanos, na Batalha de Aljubarrota, de 14 de agosto de 1385. Os castelhanos invadiram as terras portuguesas e Dom João I de Avis, auxiliado pelo santo Condestável, Dom Nuno Álvares Pereira, conseguiram libertar Portugal da Espanha em Aljubarrota e Dom João I fez um voto de erguer nas proximidades do local um imponente mosteiro, conhecido como Batalha, constando de duas igrejas, uma consagrada à Santa Cruz e a outra à Nossa Senhora da Vitória;

2) - a segunda possibilidade é de ter este título surgido da vitória das armadas cristãs sobre os sarracenos, que estavam para invadir a Europa, passando pela baía de Lepanto, perto de Chipre. Os cristãos, comandados por Dom João d’Austria (filho natural de Carlos V), em número muito inferior aos turcos, desbarataram as naus sarracenas que desistiram definitivamente de dominar a Europa. O Papa São Pio, que convocara os príncipes católicos para este empenho, exortou a cristandade à oração do Santo Rosário. Segundo as narrativas da época, este santo, enquanto estava rezando, teve a visão da vitória cristã a 7 de outubro de 1571 e, em seguida, proclamou esse dia como “Festa de Nossa Senhora do Rosário, Auxílio dos cristãos”, também invocada como “Nossa Senhora da Vitória”. Como o nosso Fundador foi Salesiano até o fim da filosofia, adotou Nossa Senhora Auxiliadora ou da Vitória como nossa Padroeira principal. Em nossa Capela de Lagoa Santa, de fato, havia uma bela Imagem de Nossa Senhora Auxiliadora;

3) - temos, ainda, uma outra hipótese: o rei de Portugal, Dom João III, quando enviou Tomé de Souza a fundar em seu nome a primeira cidade da Bahia, ordenou-lhe também dedicar à Mãe de Deus a primeira paróquia e igreja matriz. Para assumir este encargo, viera o Cônego Manuel Lourenço, além do Padre Manoel da Nóbrega e seus cinco companheiros jesuítas, como primeiros missionários. Traziam, segundo consta, a imagem da Padroeira, que passou a chamar-se até hoje “Nossa Senhora da Vitória”, título proveniente da grande vitória alcançada junto aos índios que relutavam contra a posse de seus domínios, por terem sido maltratados por alguns colonizadores, em tentativas precedentes.

O nosso Fundador, sendo de origens portuguesas, provavelmente quis tomar este título de raízes luso-brasileiras, mas desejou com ele considerar, não tanto as vitórias nos eventos humanos, mas acima de tudo, as grandes vitórias da Mãe de Deus sobre o demônio, sobre o pecado, sobre o mal, desde a sua Imaculada Conceição. Em seu quarto havia uma pequena imagem de Nossa Senhora da Vitória, miniatura da Imagem venerada em Batalha: a Imaculada Conceição, circundada de raios de luz. Quando a Congregação esteve em São José das Três Ilhas, Diocese de Juiz de Fora, MG, presentearam o nosso Fundador com uma belíssima Imagem da Imaculada Conceição em madeira policromada, de origem portuguesa, que passou a ser venerada em nossa Família Religiosa como Nossa Senhora das Vitórias.  De fato, a primeira vitória de Nossa Mãe, foi precisamente a sua Imaculada Conceição.

 

MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS

 

Antes de fundar a Congregação, o nosso Fundador foi acometido de gravíssima tuberculose, que já lhe havia comprometido o pulmão esquerdo. Ficou, por um período, numa Casa de Saúde em Cascadura, RJ, dirigida pelas Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo (Vicentinas) e, no dia de Nossa Senhora das Graças (27 de novembro), enquanto celebrava a Santa Missa, sentiu-se curado desse terrível mal. As Irmãs Soares, Dutra e outras se aperceberam do fato e, logo após a Missa, aconselharam-no a submeter-se às radiografias, que constataram o milagre. Pode ter sido esta, a causa da invocação “Medianeira de Todas as Graças” que, no período pré-conciliar era muito popular, havendo um significativo número de Bispos que pediram ao Papa João XXIII de proclamar o dogma da Mediação Universal de Maria, logo no início do Concílio Vaticano II.

Nossa Congregação assumiu a Mediação Universal de Maria como seu estandarte, colocando-se dentro do ensinamento da Igreja que vê essa Mediação como a Missão Materna de Maria e sempre subordinada à Mediação de Seu Filho, Cristo Sacerdote, único Mediador entre Deus e os homens. Diz a Lúmen Gentium: “A função maternal de Maria, em relação aos homens, de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; antes, manifesta a sua eficácio. (...) e de nenhum modo impede o contacto imediato dos fiéis com Cristo, antes, o favorece” (Cf. LG, 60).

 

6. SÃO JOSÉ, O PRIMEIRO OBLATO DE CRISTO SACERDOTE

 

Assim o chamava, o nosso Fundador, apontando-nos o glorioso Patriarca São José como modelo, após Cristo Sacerdote e Nossa Senhora das Vitórias, a ser imitado, em sua vida interior, total doação de si mesmo a Deus, nos planos salvíficos do Senhor, para toda a humanidade. São José, além do mais, é modelo de pureza de vida, de humildade, de espírito de serviço e de total disponibilidade à vontade de Deus. O Carpinteiro de Nazaré nos inspira, ainda, o espírito de trabalho e de obediência de fé, de silêncio e de escuta da Palavra Divina; mostra-nos como se deve contemplar o rosto de Jesus e como devemos amá-lo sobre todas as coisas. Nosso Fundador chamava São José de “o primeiro Ecônomo da Congregação”, que o ajudou a adquirir as primeiras camas para os membros que chegavam para a Fundação de Nossa Família Religiosa, no longínquo 1955. Depois, quanto auxílio nos deu São José, no decorrer destes anos todos!

Precisamos, como autênticos Oblatos de Cristo Sacerdote, nos espelhar no Patrono da Igreja Universal, para podermos perseverar em nossa augusta vocação, exercer os nossos Carismas e, um dia, sermos levados por ele aos céus, pois é também o Patrono da Boa Morte!